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  • Paulo Jorge Pereira

Agostinho Costa Sousa lê "Hamnet", de Maggie O'Farrell

A multipremiada escritora norte-irlandesa e o seu livro sobre o filho de William Shakespeare são as propostas escolhidas para hoje por Agostinho Costa Sousa que apresenta uma curta leitura da obra "Hamnet", de Maggie O'Farrell.



Vida e morte (prematura) de Hamnet, o filho do famoso dramaturgo William Shakespeare, que terá inspirado uma das mais aclamadas peças teatrais de sempre ("Hamlet"), são o epicentro da ação na obra "Hamnet", da norte-irlandesa Maggie O'Farrell, de que hoje Agostinho Costa Sousa aqui apresenta um trecho. Nascida a 27 de maio de 1972 em Coleraine, a futura escritora teria uma infância delicada, sobretudo por causa da encefalite que, aos oito anos, obrigou ao seu internamento e, por consequência, a ficar fora da escola ao longo de mais de 12 meses.

Mas isso não a demoveu de se empenhar nos estudos e, vivendo no País de Gales e na Escócia, acabaria por estudar em Cambridge, onde iria conhecer o marido e também escritor William Sutcliffe (são pais de três filhos e habitam em Edimburgo). Mais tarde, interessou-se pela atividade jornalística e trabalhou em publicações de Hong Kong e de Londres. Mas também exerceria outra profissão, pois ensinou escrita criativa na Universidade de Warwick e foi docente no Goldsmiths College em Londres.

Estreou-se a publicar com uma obra logo premiada, "After You'd Gone" (2000), seguindo-se "My Lover's Lover" (2002), "The Distance Between Us" (2004), "The Vanishing Act of Esme Lennox" (2007), "The Hand that First Held Mine" (2010), "Instructions for a Heatwave" (2013) e "This Must be the Place" (2016) antes de apresentar a sua autobiografia sob o título "I Am, I Am, I Am: Seventeen Brushes with Death" (2017) e "Hamnet" (2020). Este seria agraciado com os galardões "Women Prize for Fiction" e o "National Book Critics Circle Award". Perda, dor, luto, misto de emoções e corações a sangrar que suscitam ainda mais interesse dos leitores são os principais temas.

O próximo, já anunciado pela própria editora para publicação no Reino Unido em setembro deste ano, vai chamar-se "The Marriage Portrait".

É possível saber mais sobre a autora e os seus livros aqui.


Relógio d'Água/Tradução de Margarida Periquito


O próximo livro da escritora vai sair no Reino Unido em setembro, segundo revelação da própria editora.

Agostinho Costa Sousa reside em Espinho e socorre-se da frase de Antón Tchekhov: "A medicina é a minha mulher legítima, a literatura é ilegítima" para se apresentar. "A Arquitetura é a minha mulher legítima, a Leitura é uma das ilegítimas", refere. Estreou-se a ler por aqui a 9 de maio com "A Neve Caindo sobre os Cedros", de David Guterson, seguindo-se "As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, a 16 do mesmo mês, mas também leituras de obras de Manuel de Lima e Alexandra Lucas Coelho a 31 de maio. "Histórias para Uma Noite de Calmaria", de Tonino Guerra, foi a sua escolha no dia 4 de junho. No passado dia 25 de julho, a sua escolha recaiu em "Veneno e Sombra e Adeus", de Javier Marías, seguindo-se "Zadig ou o Destino", de Voltaire, a 28. O regresso processou-se a 6 de setembro, com "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai. Seguiram-se "Histórias de Cronópios e de Famas", de Julio Cortázar, no dia 8; "As Palavras Andantes", de Eduardo Galeano, a 11; "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar, a 14; e "Um Amor", de Sara Mesa, no dia 16. A 19 de setembro, a leitura escolhida foi "Ajudar a Estender Pontes", de Julio Cortázar. A 17 de outubro, a proposta centrou-se na poesia de José Carlos Barros com três poemas do livro "Penélope Escreve a Ulisses". Três dias mais tarde leu três poemas inseridos na obra "A Axila de Egon Schiele", de André Tecedeiro. A 29 de novembro apresentou "Inquérito à Arquitetura Popular Angolana", de José Tolentino de Mendonça. De dia 1 do mês seguinte é a leitura de "Trieste", escrito pela croata Dasa Drndic e, no dia 3, a proposta foi um trecho do livro "Civilizações", escrito por Laurent Binet. No dia 5, Agostinho Costa Sousa dedicou atenção a "Viagens", de Olga Tokarczuk. A 7, a obra "Húmus", de Raul Brandão, foi a proposta apresentada. Dois dias mais tarde, a leitura foi dedicada a um trecho do livro "Duas Solidões - O Romance na América Latina", com Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Seguiu-se "O Filho", de Eduardo Galeano, no dia 20. A 23, Agostinho Costa Sousa trouxe "O Vício dos Livros", de Afonso Cruz. Voltou um mês mais tarde com "Esta Gente/Essa Gente", poema de Ana Hatherly. No dia 26 de janeiro, apresentou "Escrever", de Stephen King. Quatro dias mais tarde foi a vez de Maria Gabriela Llansol com "O Azul Imperfeito". "Poemas e Fragmentos", de Safo, e "O Poema Pouco Original do Medo", de Alexandre O'Neill, foram outras recentes participações. Seguiram-se "Se Isto É Um Homem", de Primo Levi, e "Se Isto É Uma Mulher", de Sarah Helm. No dia 18 de março, a leitura proposta foi de um excerto de "Augustus", de John Williams. A 24, Agostinho Costa Sousa leu "Silêncio na Era do Ruído", de Erling Kagge; a 13 de abril, foi a vez do poema "Guernica", de Rui Caeiro e, no dia 20, apresentou um pouco de "Great Jones Street", de Don DeLillo. No Especial dedicado ao 25 de Abril, a sua escolha foi para "O Sangue a Ranger nas Curvas Apertadas do Coração", escrito por Rui Caeiro, seguindo-se "Ararat", de Louise Glück, no Dia da Mãe e do Trabalhador, a 1 de maio. "Ver: Amor", de David Grossman, foi a proposta de dia 17. No dia 23, a leitura proposta trouxe Elias Canetti com um pouco da obra "O Archote no Ouvido". A 31 de maio surgiu com "A Borboleta", de Tonino Guerra. A 5 de junho trouxe um excerto do livro "Primeiro Amor, Últimos Ritos", de Ian McEwan.


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