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  • Paulo Jorge Pereira

Elisabete Jesus lê "O Cão que Comia a Chuva", de Richard Zimler

Quarto livro para os mais jovens escrito pelo multipremiado Richard Zimler e com imagens de Júlio Pomar, fotos de António Pedro Ferreira e design gráfico de Henrique Cayatte, "O Cão que Comia a Chuva" tem no fenómeno do bullying o tema central e é a escolha para leitura que aqui regressa e foi proposta por Elisabete Jesus, professora e investigadora de História.



A obra "O Último Cabalista de Lisboa", de 1996, é, talvez, aquela que aproximou o jornalista, professor e escritor Richard Zimler de um público mais vasto logo nos primeiros passos na escrita literária. Mas o trabalho do norte-americano naturalizado português vai muito além disso, engloba mais dezena e meia de livros, quatro dos quais para crianças, tal como "O Cão que Comia a Chuva" (2016) que aqui se apresenta e que conta com o precioso trabalho artístico de Júlio Pomar nas imagens, Henrique Cayatte no design gráfico e António Pedro Ferreira nas fotografias.

Zimler nasceu numa zona suburbana de Nova Iorque (Roslyn Heights), no primeiro dia do ano de 1956. A sua formação foi feita em Religião Comparativa na Universidade de Duke, em 1977, seguindo-se mestrado em Jornalismo no espaço universitário de Stanford. Nos primeiros oito anos a trabalhar como jornalista, Richard Zimler viveu em São Francisco, mas passou a viver em Portugal (Porto) a partir de 1990, uma vez que conhecera, em 1978, Alexandre Quintanilha, o físico com quem se casaria quando a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo o passou a permitir (2010). Com a nacionalidade portuguesa desde 2002, Zimler foi docente na Escola Superior de Jornalismo e na Universidade do Porto durante 16 anos.

Ao longo do tempo foi escrevendo e publicando obras como "Trevas da Luz", "Meia-Noite ou o Princípio do Mundo", "Goa ou o Guardião da Aurora", "À Procura do Sana", "A Sétima Porta" ou "Confundir a Cidade com o Mar". Em 2009 estreou-se na literatura para os mais jovens com "Dança Quando Chegares ao Fim" e também escreveu o guião para a curta-metragem "O Espelho Lento", na qual participou ainda como ator e que teve realização de Solveig Nordlund. Seguiram-se "Os Anagramas de Varsóvia" e "Ilha Teresa" antes do regresso à literatura infantil em 2011 com o livro "Hugo e Eu e as Mangas de Marte". Foi recebendo prémios à medida que a obra crescia e, nos últimos anos, publicou "O Evangelho Segundo Lázaro" (2016), "Maria e Danilo e o Mágico Perdido", outra obra de literatura infantil (2018), e, também em 2018, "Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco". Mas há ainda outros títulos como "A Sentinela" ou "A Sétima Porta" (ambos de 2020), "Insubmissos" (2021), "Na Terra dos Animais Falantes" (2022) ou "A Aldeia das Almas Desaparecidas" (2023).


Porto Editora/Ilustrações de Júlio Pomar


"O Cão que Comia a Chuva" foi distinguido com o Prémio Bissaya Barreto em 2018.

Nascida em Vila Nova de Gaia, Elisabete Jesus é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, aqui se tornando ainda Mestre de História Moderna. Professora e investigadora de História desde 2002, realiza colaboração com a Porto Editora desde essa altura, desempenhando papel como coautora de manuais escolares para estudantes em patamares variados das respetivas aprendizagens.

Começou a escrever para um público infantojuvenil a partir de 2014 com a publicação d'"A Minha História de Portugal". Seguiram-se "A Minha História dos Descobrimentos (2015) e "A Minha História da Europa" (2019).

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