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  • Paulo Jorge Pereira

Especial Prémio Oceanos: "Líbano, Labirinto", de Alexandra Lucas Coelho

O que Alexandra Lucas Coelho nos oferece através de "Líbano, Labirinto", que hoje aqui está de volta, é, mais do que o conhecimento profundo sobre o espaço e as suas gentes, a sensibilidade única de uma repórter como há poucas no mundo inteiro. Agora, a obra torna-se a primeira de não-ficção a ser distinguida com o Prémio Oceanos para Literatura em Língua Portuguesa.



Neste livro agora premiado com o Oceanos, galardão que vai na 19.ª edição e foi criado no Brasil para distinguir obras em língua portuguesa, Alexandra Lucas Coelho regressa a um espaço que tão bem conhece para transmitir toda a sua experiência como repórter e o seu profundo conhecimento sobre o Médio Oriente. "Líbano, Labirinto" é mais um exemplo da conjugação desses dois elementos, associados a uma intensa paixão pela profissão e por aquela região do planeta.

Na mensagem em que foi feito o anúncio dos vencedores, Manuel da Costa Pinto, curador do galardão no Brasil, afirmou: "O livro associa o olhar cirúrgico sobre a realidade social e política a uma sensibilidade que a todo tempo interroga a própria experiência, dentro da tradição que leva do ensaio (em sua aceção original) à crónica contemporânea, passando pela linhagem dos grandes cronistas históricos portugueses."

Joselia Aguiar, curadora literária e jornalista que integrou o júrio do Prémio Oceanos, opinou que, "nessa coleção de pequenas histórias de viventes no Líbano, a autora constrói um livro poderoso sobre os afetos e a guerra, a angústia e a esperança. A obra combina e atualiza géneros de tradição: a crónica, a grande reportagem, a narrativa de guerra, o testemunho e a memória". É, portanto, um livro camaleónico, que assume cores e formas diferentes ao longo das cinco centenas de páginas, onde não faltam referências fotográficas às histórias contadas.

Noutro plano, Israel e o território da Palestina sob ocupação servem de cenários e temas ao livro "E a Noite Roda", de que aqui foi lido um excerto a 31 de maio por Agostinho Costa Sousa. Com uma obra composta por não-ficção, trabalhos para os mais jovens e romances, Alexandra Lucas Coelho nasceu em Lisboa (1967), tendo passado pelos estudos em Comunicação na Universidade Nova, em Teatro no IFICT e ainda no mestrado do Centro Arqueológico de Mértola (Portugal Islâmico e o Mediterrâneo).

O seu vasto trabalho na área comunicacional levou-a à rádio durante 10 anos e ao dobro como cronista, repórter, editora ou correspondente (neste último caso em locais como Jerusalém e o Rio de Janeiro). Jornalista multipremiada e escritora também agraciada - por exemplo, com o Grande Prémio APE/DGLB de Romance e Novela ou com o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga -, tem variado a sua atividade com exemplos como "Volta ao Mundo em 100 Livros" (RTP) ou a presença no desfile da Mangueira em pleno Carnaval de 2019.


Caminho


"Líbano, Labirinto" decorre entre a revolução de 2019, em plena derrocada económica, e a explosão de 2020, no porto de Beirute. Mas há muito mais histórias que desfilam por páginas de uma escrita humanista e altruísta.

Além do livro aqui mencionado, Alexandra Lucas Coelho publicou: "Oriente Próximo"(2007), "Caderno Afegão" (2009), "Viva México" (2010), "Tahrir!" (2011), "E A Noite Roda" (2012), "Vai Brasil" (2013), "O Meu Amante de Domingo" (2014), "Deus-Dará" (2016), "Orlando e o Rinoceronte" (2017), "A Nossa Alegria Chegou" (2018) e "Cinco Voltas na Bahia e Um Beijo para Caetano Veloso" (2019) e "Mumtazz" (2020).

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