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  • Paulo Jorge Pereira

Fernanda Silva lê "Afastar-se", de Luísa Costa Gomes

O mais recente trabalho literário de Luísa Costa Gomes, um livro de contos intitulado "Afastar-se", é a proposta apresentada hoje por Fernanda Silva.



Luísa Costa Gomes tem repartido o seu trabalho literário por contos, romances e peças de teatro. Depois de "13 Contos de Sobressalto" (1982), estreou-se com romances em 1988 na Quetzal com "O Pequeno Mundo". De 1994 é "Olhos Verdes", um livro no qual predominam a imagem e o sentido de humor, e que recebeu o Prémio Máxima de Literatura.

Entre as obras mais recentes, editadas pela Dom Quixote, estão o romance "A Pirata" (2006); a peça "A Vida em Vénus" (2007); mas também "Dom Mínimo, o Anão Enorme e Outras Histórias", "Ilusão (ou o que quiserem)", ambos de 2009; "1910: Uma Antologia Literária" (2010); "Cláudio e Constantino: Novela Rústica em Paradoxos" (2014); "Florinhas de Soror Nada: A Vida de uma Não-Santa" (2018) e "Afastar-se" (2021). Sobre este último livro, de que hoje se apresenta aqui um excerto pela voz de Fernanda Silva, a autora referiu: "Fui colecionando, ao longo de mais de cinco anos, contos que de uma maneira ou de outra metem água. Ela está sempre presente: doce, clorada, salgada, mais larga ou mais discreta, no oceano aberto onde se experimenta o abandono e a sobrevivência, no duche redentor que muda em narrativa irónica uma experiência de quase morte, na saliva que prepara a cinza, na piscina adorada que é meio de transmutação alquímica."

É ainda autora do libreto d' "O Corvo Branco", ópera de Philip Glass com encenação de Bob Wilson estreada para a Exposição Universal de Lisboa em 1998, e da cantata "Sobre o Vulcão", musicada por Luís Bragança Gil.

Luísa Costa Gomes, cujo trabalho literário aqui marcara presença pela primeira vez a 18 de abril de 2020 com o referido "Olhos Verdes", foi recentemente agraciada com o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas 2022.


Publicações D. Quixote


"As pessoas são capazes de suportar tudo, desde que o possam suportar confortavelmente sentadas."

Fernanda Silva tem participação regular aqui no blog. Tudo começou com "O Universo num Grão de Areia", de Mia Couto, a 28 de abril, seguindo-se "A Vida Sonhada das Boas Esposas", de Possidónio Cachapa (11 de maio), "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", de Manuel Jorge Marmelo (8 de junho), "Bom Dia, Camaradas", de Ondjaki (27 de junho), "Quem me Dera Ser Onda", de Manuel Rui (5 de julho), e "O Sol e o Menino dos Pés Frios" (16 de julho), de Matilde Rosa Araújo. No dia 8 de outubro voltou com "O Tecido de Outono", de António Alçada Baptista e, a 27, leu "Histórias que me Contaste Tu", de Manuel António Pina, seguindo-se "Imagias", de Ana Luísa Amaral, a 12 de novembro, e "Os Memoráveis", de Lídia Jorge, apresentado no passado dia 16. A 23 de novembro, Fernanda Silva leu um trecho do livro "Do Grande e do Pequeno Amor", de Inês Pedrosa e Jorge Colombo. A 5 de dezembro apresentou "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen e a 28 do mesmo mês fez a última leitura de 2020: "Na Passagem de um Ano", de José Carlos Ary dos Santos. A 10 de janeiro apresentou a sua primeira leitura de 2021 com "Cicatrizes de Mulher", de Sofia Branco, no dia 31 desse mês leu um trecho de "Mar me Quer", escrito por Mia Couto, e a 14 de fevereiro apresentou "Rodopio", de Mário Zambujal. A 28 de fevereiro foi a vez de ler um trecho do livro "A Instalação do Medo", de Rui Zink. No passado dia 8 de março, foi possível "ouvê-la" no Especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher, lendo um excerto da história "As Facas de Nima", escrito por Sofia Branco e parte do livro "52 Histórias". A 13 de março apresentou "Abraço", de José Luís Peixoto. No dia 24, foi a vez de ler "Cadernos de Lanzarote", de José Saramago. A 27, a sua leitura de um excerto da obra "O Marinheiro", de Fernando Pessoa, integrou o Especial dedicado ao Dia Mundial do Teatro. A 28 de março leu um pouco do livro "Uma Viagem no Verde", de José Jorge Letria.

Voltou a 10 de abril com a leitura de um trecho do livro "As Mulheres e a Guerra Colonial", de Sofia Branco. E, no feriado da Revolução dos Cravos, leu um pouco da obra "A Revolução das Letras", de Vergílio Alberto Vieira. No dia 29 de abril trouxe-nos de volta o trabalho literário de José Carlos Ary dos Santos e leu o poema "Mulher de Maio". A 14 de maio trouxe "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe. No dia 23 deixou um pouco do livro "Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo", de Teolinda Gersão. A 28 de maio apresentou "Nunca Outros Olhos seus Olhos Viram", de Ivo Machado. "Crónica de uma Travessia", de Luís Cardoso, foi o excerto apresentado a 3 de junho. "100 Histórias do meu Crescer", escrito por Alexandre Honrado, foi a escolha do dia 15. A 20 de junho, a proposta recaiu sobre uma parceria entre Manuel Jorge Marmelo e Ana Paula Tavares para o livro "Os Olhos do Homem que Chorava no Rio". "Mulheres da Minha Alma", de Isabel Allende, a 15 de outubro, foi outra das leituras de Fernanda Silva aqui no blog. A 12 de novembro, leu um pouco da obra "Lôá Perdida no Paraíso", de Dulce Maria Cardoso. De 10 de dezembro é "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner, que hoje aqui regressa. Mia Couto e "O Caçador de Elefantes Invisíveis" surgiram a 7 de fevereiro. A 12 de março, a escolha de leitura de Fernanda Silva recaiu em "Breve História do Afeganistão de A a Z", de Ricardo Alexandre. No dia 31 registou-se o regresso da obra "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen.

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