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  • Paulo Jorge Pereira

Inês Henriques lê "Papéis Inesperados", de Julio Cortázar

Aqui se recorda o momento em que Inês Henriques apresentou "As Boas Consciências", inserido em "Papéis Inesperados", do argentino Julio Cortázar.



Contos e, em geral, narrativas de fôlego mais curto, sempre com imaginação sem limites, são os principais argumentos da escrita do argentino Julio Florencio Cortázar, nascido na localidade belga de Ixelles, parte da região da capital, Bruxelas, a 26 de agosto de 1914. Mas não é possível menosprezar as inovações do seu trabalho literário também em exemplos do género romance, surgindo "O Jogo do Mundo - Rayuela" como principal trunfo num percurso em que, ao lado de escritores como Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Octavio Paz ou Carlos Fuentes, integrou o designado boom da Literatura latino-americana nas décadas de 60 e 70. Em disco de que pode escutar-se aqui um pequeno trecho, a sua voz ficou registada para a imortalidade na leitura de alguns pequenos registos inéditos, conforme fez questão de indicar na gravação.

Tinha apenas três anos e já estava de volta ao país natal com a família, passando a viver com a mãe, a tia e a avó após a separação dos pais - esta influência feminina mais próxima e permanente ao longo da sua infância teria reflexos não só no seu modo de olhar o mundo, mas também na sua literatura. Sobre esses tempos falaria por diversas vezes e as suas afirmações seriam reunidas pela viúva, Aurora Bernárdez e pelo seu colaborador Carles Álvarez, em livro de 2014, "Cortázar de la A a la Z", assinalando o centenário do seu nascimento e os 30 anos sobre a sua morte: "Fui enfermizo y tímido, con una vocación para lo mágico y lo excepcional, que me convertía en la víctima natural de mis compañeros de escuela más realistas que yo. Pasé mi infancia en una bruma de duendes, elfos, con un sentido del espacio y del tiempo distinto al de los demás."

Na mesma obra, outra citação faz referência à forma como se recordava do lugar onde vivia: "Mi casa, vista desde la perspectiva de la infancia, era también gótica, no por su arquitectura sino por la acumulación de terrores que nacía de las cosas y de las creencias, de los pasillos mal iluminados y de las conversaciones de los grandes en la sobremesa." E, claro, das primeiras impressões acerca do sedutor, fascinante e assustador universo dos livros à sua volta. "Gente simple, las lecturas y las supersticiones permeaban una realidad mal definida, y desde muy pequeño me enteré de que el lobizón salía en las noches de luna llena, que la mandrágora era un fruto de la horca, que en los cementerios ocurrían cosas horripilantes, que a los muertos les crecían interminablemente las uñas y el pelo, y que en nuestra casa había un sótano al que nadie se atrevería a bajar jamás. Curiosamente, esa familia dada a los peores recuentos del espanto tenía a la vez el culto del coraje viril, y desde chico se me exigieron expediciones nocturnas destinadas a templarme, mi dormitorio fue un altillo alumbrado por un cabo de vela al término de una escalera donde siempre me esperó el miedo vestido de vampiro o de fantasma."

Quando lhe falavam sobre livros e de como fora o seu primeiro contacto com as leituras, Cortázar contava, conforme recorda a obra de 2014: "Nadie seleccionó para mí los libros que debía leer, nadie se inquietó de que lo sobrenatural y lo fantástico se me impusieran con la misma validez que los principios de la física." Mas a vida literária de Julio Cortázar não seria fácil. Primeiro, em 1935, tornou-se professor e espreitou o boxe como prática. Publicou poesia para a estreia, em 1938, mas o livro "Presencia" foi assinado com o pseudónimo de Julio Denis. Tornou-se docente universitário, escreveu "La Otra Orilla" (1945) e percorreu parte da Argentina nas suas funções educativas, mas a chegada de Perón ao poder levou-o a demitir-se e procurar um lugar na Câmara do Livro em Buenos Aires como tradutor. Publicou "Los Reyes" (1949), uma peça de teatro, até que, sentindo-se asfixiado pelo peronismo, incomodado com aquilo que via como "domínio do pensamento único", Cortázar decidiu que teria de abandonar o país e aproveitou a oportunidade de uma bolsa concedida pelo Governo francês para rumar a Paris em 1951. Acabaria por fixar-se na capital francesa, conjugando a escrita literária com a atividade como tradutor para a UNESCO. Dois anos depois da chegada a França casou-se com a tradutora argentina Aurora Bernárdez, desmultiplicando-se ambos em diferentes iniciativas para superar os problemas económicos do casal - uma delas seria a missão de traduzir os livros de Edgar Allan Poe.

As suas dificuldades financeiras assumiam tal dimensão que, no começo de 1955, contou mesmo a um amigo que recebera "12 pesos nos últimos seis meses", correspondentes à venda de exemplares de "Bestiário", a sua obra de 1951. Mas a sua sorte estava prestes a mudar, já depois dos livros de contos "Final del Juego" (1956) e "Las Armas Secretas" (1959), este com um conto ("Las Babas del Diablo") que iria inspirar o realizador italiano Michelangelo Antonioni para o filme "Blow-up", de 1966, com Vanessa Redgrave, David Hemmings e Sarah Miles. Conhece o galego Francisco "Paco" Porrúa, editor que travara conhecimento com "Bestiário" quase por acaso no ano de 1958 e, em 1960, depois de publicar "Los Premios", conta-lhe que está a preparar algo que ele próprio classifica como "um livro insólito e que vai surpreender os editores". Porrúa seria não só o responsável pela edição dessa obra, o já citado "O Jogo do Mundo - Rayuela", em 1963, mas nos anos que se seguiram pela publicação do trabalho de Cortázar e por um aconselhamento que tantas vezes se revelou determinante para o escritor. Um ano antes, porém, publicara outra das suas criações eternas, "Histórias de Cronópios e de Famas", na qual cria personagens que se tornam inolvidáveis.

É dessa fase o seu maior empenhamento político, manifestando pública posições contra as ditaduras dos países latino-americanos. Visita Cuba com a mulher (e começa aqui o seu progressivo afastamento, uma vez que Aurora Bernárdez voltara muito desiludida com aquilo que vira), publica "Carta a una Señorita en Paris" (1963), "La Autopista del Sur" (1964), "Todos los Fuegos el Fuego" (1966), "La Vuelta al Día en Ochenta Mundos", "El Perseguidor e Otros Cuentos" e "Buenos Aires, Buenos Aires" (todos em 1967).

No plano sentimental, a vida com Aurora Bernárdez sofre um abalo mais forte com um primeiro distanciamento, vivendo cada qual em sua casa. Mas, de súbito, Cortázar fala-lhe em refazer a vida com Ugné Karvelis, escritora, sua agente literária na Gallimard e também tradutora da UNESCO, nascida a meio dos anos 30 na Lituânia (que viria a ser integrada na então União Soviética em 1940). Ainda assim, a sua relação de proximidade e amizade não se deteriorou, nem mesmo quando o escritor lhe pediu o divórcio para se casar com Carol Dunlop.

Seguem-se "62/Modelo para Armar" (1968), "Casa Tomada" e "Ultimo Round" (ambos em 1969) e, em 1970, visita o Chile para assistir à tomada de posse do Presidente Salvador Allende, já ao lado da sua segunda companheira. Desse ano de 1970 é a publicação de "Relatos" e "Viaje Alredor de una Mesa" e, sendo uma das vozes que se erguem a fazer perguntas sobre o destino do poeta Heberto Padilla que desaparecera sob o regime castrista, é considerado persona non grata por Fidel Castro a partir de 71. Continua a escrever, publica "La Isla a Mediodía e Otros Relatos" e "Pameos e Meopas" (os dois nesse ano de 1971), "Prosa del Observatorio" (1972), "La Casilla de los Morelli" e "Libro de Manuel" (ambos em 1973). Este último é agraciado com o Prémio Médicis e Cortázar usa o dinheiro das vendas em defesa dos presos políticos da ditadura na Argentina. Permanece o seu empenhamento político, situação que o leva em viagens à Costa Rica e à Nicarágua. Apesar desta intensa atividade, nunca se afasta da escrita e, sobretudo, dos livros de contos, mas não só. Publica "Octaedro" (1974), visita os Estados Unidos e dá palestras em Berkeley. Seguem-se "Fantomas Contra los Vampiros Multinacionales" (1975), "Estrictamente No Profesional" (1976), "Alguien que Anda por Ahí (1977), "Territorios" (1979), "Un tal Lucas" (também em 1979) e "Queremos tanto a Glenda (1980). Em 1981, a debilidade da sua saúde dá os primeiros sinais, pois o escritor sofre uma hemorragia abdominal.

Depois de passar por um internamento, não abranda o ritmo. Escreve "Deshoras" e "Los Autonautas de la Cosmopista" (ambos em 1982), neste caso já em parceria com a escritora canadiana Carol Dunlop, a quem conhecera em 1977 e com quem se casara em 1981 (ano em que recebeu a nacionalidade francesa, embora nunca desista da argentina). Mas 1982 fica marcado de forma trágica, uma vez que Dunlop morre a 2 de novembro, vítima de aplasia medular (embora haja outras versões a referir que teria sido vítima de Sida, transmitida alegadamente por Cortázar, que teria contraído o vírus depois de uma transfusão de sangue recebida em França), e o desgosto do escritor é profundo. Aurora Bernárdez foi um apoio constante, ainda durante a doença de Carol Dunlop. "Nicaragua tan Violentamente Dulce" é de 1983, o mesmo ano em que visita a Argentina pela última vez, então já sob a democracia com a eleição de Raúl Alfonsín para a presidência. "Silvalandia" e "Salvo el Crepúsculo" são ambos de 1984. Quando é diagnosticada leucemia a Cortázar, Aurora Bernárdez não deixa de estar ao seu lado e irá ajudá-lo até ao fim, a 12 de fevereiro de 1984.

A publicação das obras de Cortázar a título póstumo, incluindo "Papéis Inesperados", livro de que aqui Inês Henriques apresenta um texto, é já da responsabilidade de Bernárdez, declarada sua herdeira única e também protagonista da organização de toda a sua correspondência, cuja primeira edição remonta a 2000, tendo depois sido revista e aumentada com mais de mil novas cartas em 2012. "Cortázar de la A a la Z" é a sua derradeira tarefa em 2014 - à saída de uma visita ao médico, a 5 de novembro desse ano, Aurora Bernárdez sofre um AVC. Transportada ao hospital, entra em coma e morre no dia 8 com 94 anos.


Cavalo de Ferro/Tradução de Sofia Castro Rodrigues e Virgílio Tenreiro Viseu


Em "Papéis Inesperados" há de tudo um pouco que ficara inédito quando Cortázar morreu: contos, histórias de cronópios, um capítulo que não entrou em "Rayuela", textos dispersos sobre temas como política, literatura ou viagens, poemas e outros.

Inês Henriques é presença regular aqui no blog. A paixão e o carinho pelos livros têm acompanhado a sua vida. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Franceses), escolheu o Jornalismo como profissão e o Desporto como área de atuação. Realizado o curso profissional no CENJOR, foi estagiária na Agência Lusa, à qual voltaria mais tarde, e trabalhou no jornal A Bola antes de entrar na redação do Portal Sapo. Neste contexto, a proximidade do desporto adaptado levou-a a escrever "Trazer o Ouro ao Peito - a fantástica história dos atletas paralímpicos portugueses", publicado em 2016. Agora, apesar de já não estar no universo profissional do Jornalismo, continua atenta a essa realidade ao mesmo tempo que tem sempre um livro para ler. E vários autores perto do coração. Aqui no blog, estreou-se a 27 de abril de 2020 com "Perto do Coração Selvagem", de Clarice Lispector; voltou a 10 de maio e leu um excerto de "A Disciplina do Amor", de Lygia Fagundes Telles; no último dia de maio apresentou parte de "351 Tisanas", obra de Ana Hatherly; a 28 de junho, propôs literatura de cordel, com um trecho do livro "Clarisvânia, a Aluna que Sabia Demais", escrito por Luís Emanuel Cavalcanti; a 22 de agosto apresentou um excerto da obra "Contos de Amor, Loucura e Morte", escrita por Horacio Quiroga; a 15 de setembro leu um trecho de "Em Açúcar de Melancia", de Richard Brautigan; a 18 de novembro voltou com "Saudades de Nova Iorque", de Pedro Paixão, e na quinta-feira, 10 de dezembro, prestou a sua homenagem a Clarice Lispector no dia em que a escritora faria 100 anos, lendo um conto do livro "Felicidade Clandestina". Três dias mais tarde apresentava "Os Sete Loucos", de Roberto Arlt.

A 3 de janeiro leu um trecho de "Platero e Eu", de Juan Ramón Jiménez. No dia 8 foi a vez de ter o seu livro em destaque por aqui, quando li um excerto de "Trazer o Ouro ao Peito". A 23, a Inês voltou e leu um trecho do livro "O Torcicologologista, Excelência", de Gonçalo M. Tavares e no dia 1 de fevereiro foi uma das participantes no Especial dedicado ao Dia Mundial da Leitura em Voz Alta com "Papéis Inesperados", de Julio Cortázar.

A 13 de fevereiro apresentou um excerto do livro "Girl, Woman, Other", de Bernardine Evaristo, participando a 8 de março no Especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher com a leitura de um trecho do livro "A Ilha de Circe", de Natália Correia. A 5 de maio participou, com Armando Liguori Junior, no Especial dedicado ao Dia Mundial da Língua Portuguesa. No dia 22 de maio, ao lado de Raquel Laranjeira Pais e Rui Guedes, contribuiu para o Especial dedicado ao Dia do Autor Português. A 1 de junho interveio no Especial do Dia Mundial da Criança com "Ulisses", de Maria Alberta Menéres.

A 7 de agosto, Inês Henriques leu um pouco da obra de estreia de Duarte Baião, "Crónicas do Desassossego". Chico Buarque e "Essa Gente" estiveram na sua leitura a 17 deste mês e, no dia 20, foi a vez de um pedaço do livro "À Noite Logo se Vê", de Mário Zambujal. "Sobre o Amor", de Charles Bukowski, foi a sua leitura de 7 de setembro, seguindo-se "Na América, Disse Jonathan", dois dias mais tarde. No domingo, dia 12, foi "Dom Casmurro", de Machado de Assis, a sua escolha para ler. Dia 15 foi o escolhido para apresentar "Coração, Cabeça e Estômago", de Camilo Castelo Branco. "Flores", de Afonso Cruz, foi a sua proposta no passado dia 17. A 21 de setembro apresentou "Normal People", de Sally Rooney. A 30 de setembro revelara a mais recente leitura: "Sartre e Beauvoir: A História de uma Vida em Comum", de Hazel Rowley. "Desamor", de Nuno Ferrão, surgiu a 20 de novembro, seguindo-se, além da já mencionada em cima leitura de "Amor Portátil", também a obra "Niketche: Uma História de Poligamia", de Paulina Chiziane, no dia 13, e ainda "Olhos Azuis, Cabelo Preto", de Marguerite Duras, no dia 22. Na véspera de Natal, Pedro Paixão e "A Noiva Judia" foram os convidados na leitura de Inês Henriques. A 1 de fevereiro, Dia Mundial da Leitura em Voz Alta, apresentou um trecho de "Todas as Crónicas", de Clarice Lispector. "Platero e Eu", de Juan Ramón Jiménez, que aqui estivera em janeiro de 2021, regressou no sábado, dia 12 de fevereiro. Dois dias depois começava a leitura de excertos do livro "A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer", do sueco Stig Dagerman, que se concluiu a 19 de fevereiro. A 28, o regresso às leituras por aqui fez-se com um excerto de "Pedro Lembrando Inês", de Nuno Júdice. "Um, Ninguém e Cem Mil", de Luigi Pirandello, foi a leitura proposta no dia 4 de março. "Putas Assassinas", de Roberto Bolaño, surgiu a 10 de março. Herberto Helder e "A Menstruação Quando na Cidade Passava", do livro "Poemas "Completos", foram a leitura seguinte. No dia 19, a proposta recaiu sobre "A Noite e o Riso", de Nuno Bragança.

A 2 de abril, aqui se recuperara a sua leitura de um trecho da obra "Em Açúcar de Melancia", de Richard Brautigan. No dia seguinte homenageou a falecida Lygia Fagundes Telles com um trecho da obra "A Disciplina do Amor" e a 23 aqui recuperei a sua leitura de "Novas Cartas Portuguesas", de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. No Especial dedicado ao 25 de Abril, Inês Henriques apresentou um excerto da obra "Os Filhos da Madrugada", de Anabela Mota Ribeiro. A 5 de maio, no Especial dedicado ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, propôs "Manual de Pintura e Caligrafia", de José Saramago. A 6 de junho leu "A Sangrada Família", de Sandro William Junqueira. No dia 1 de agosto, a escolha recaiu no japonês Junichiro Tanizaki com um excerto da obra "A Confissão Impudica". De 10 de outubro é a homenagem à nova Nobel da Literatura, Annie Ernaux, com um excerto do livro "Uma Paixão Simples". De 10 de outubro é a homenagem à nova Nobel da Literatura, Annie Ernaux, com um excerto do livro "Uma Paixão Simples". A 21 de outubro leu "Para Onde Vão os Guarda-Chuvas", de Afonso Cruz. De 14 de novembro, no Especial Centenário de José Saramago, é a recuperação da sua leitura de um excerto da obra "Manual de Pintura e Caligrafia". No Especial 1.000 Leituras de dia 23, "A História de Roma", de Joana Bértholo, foi a sua escolha. No dia 28 trouxe um pouco do livro "A Carne", cuja autora é Rosa Montero. O último dia de 2022 mostrou-a a ler um trecho da obra "Lavoura Arcaica", de Raduan Nassar. Voltou a 10 de fevereiro e leu um pouco do livro "Um Bom Homem É Difícil de Encontrar", de Flannery O'Connor. No dia 14 de fevereiro, a leitura proposta foi "Falha", de Sarah Kane. A 8 de março, no Especial sobre o Dia Internacional da Mulher, leu "Os Anos", de Annie Ernaux. E, a 21, quando aqui surgiu o Especial dedicado ao Dia Mundial da Poesia, cá esteve a ler "What's in a Name", de Ana Luísa Amaral. "A Cerimónia do Adeus", de Simone de Beauvoir, foi a sua proposta de 31 de março. A 26 de abril leu um excerto de "Sopro", de Tiago Rodrigues. De 9 de maio é o regresso de "351 Tisanas", de Ana Hatherly. "Na América, Disse Jonathan", de Gonçalo M. Tavares, voltou a 26 de maio. "A Solidão dos Inconstantes", de Raquel Serejo Martins, foi a proposta de 12 de junho. Camilo Castelo Branco e o seu "Coração, Cabeça e Estômago" voltaram a 26 de junho.

A 30 de junho leu "Garden Party", de Katherine Mansfield. A 5 de julho voltou "Sobre o Amor", de Charles Bukowski. "Karen", de Ana Teresa Pereira, é de 28 de julho. A 7 de agosto chegou "Um Crime Delicado", de Sérgio Sant'Anna. "Neverness", uma vez mais de Ana Teresa Pereira, foi a sugestão de 20 de agosto. Maria Gabriela Llansol foi a autora selecionada para as leituras seguintes: "Cantileno", a 25 de agosto, e "O Sonho é um Grande Escritor", a 1 de setembro. "Pedro Lembrando Inês", de Nuno Júdice, voltou a 8 de setembro. De 13 de setembro é a sua homenagem no centenário de Natália Correia com a "Poesia Reunida". "A Casa do Incesto", de Anaïs Nin, foi a leitura de 2 de outubro. A 16 de outubro trouxe uma primeira leitura da obra de Ana Cássia Rebelo com "Babilónia". A segunda apresentou um trecho da obra "Ana de Amsterdam", no dia 23. De 6 de novembro é a leitura de um trecho de "Dano e Virtude", cuja autora é Ivone Mendes da Silva. A 24 leu "Todos os Dias uma Carta", de Maria Gabriela Llansol.

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