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  • Paulo Jorge Pereira

José Manuel Paulino lê "Uma Outra Voz", de Gabriela Ruivo Trindade

Vencedora do Prémio Leya em 2013, a obra "Uma Outra Voz", estreia de Gabriela Ruivo Trindade, é a escolha de José Manuel Paulino para apresentar aqui um excerto. A autora vive em Londres desde 2004 e é formada em Psicologia.



Além de ser a única mulher que, até hoje, venceu o Prémio Leya, e logo no livro de estreia, Gabriela Ruivo Trindade também foi distinguida com o PEN Clube Português Primeira Obra atribuído em função de "Uma Outra Voz" (neste caso, ex-aequo com o ensaio de Susana João Carvalho intitulado "António Lobo Antunes: A Desordem Natural do Olhar"). Em 2016, a autora publicou o conto infantil "A Vaca Leitora" e tem participação em diversas antologias de poesia e contos como "Contos da Emigração - Homens que Sofrem de Sonhos". No ano passado publicou o livro de poesia "Aves Migratórias".


Leya

Vencedora em 2013 com a obra de estreia, Gabriela Ruivo Trindade é ainda a única mulher que conquistou o Prémio Leya.

Natural de Estremoz, onde nasceu há 48 anos, José Manuel Paulino é, conforme explica, "um apaixonado pelo Alentejo, pelas suas gentes e costumes. A família e os amigos são tudo para mim. Adoro viajar, conhecer novas culturas. E desporto, claro - andebol como antigo praticante, futebol como observador". Mas não se fica por aqui. "E foi essa paixão, aliada ao gosto pela escrita e pela reportagem, que me levou a uma outra: o jornalismo. Os primeiros passos foram dados no estremocense Brados do Alentejo, seguindo-se 23 anos no Record (1994 a 2017)", lembra. Nesta fase, trabalhámos como companheiros de profissão em jornais diferentes, mas, entre maio de 2000 e dezembro de 2009, fomos companheiros de redação. E, durante o último ano e meio desse percurso, trabalhámos lado a lado na mesma secção, formando uma das parcerias que me deixam mais gratas memórias do meu percurso como jornalista. Solidário, generoso, sempre disponível para ajudar, o Zé Manel, como é conhecido pelos mais próximos, foi um exemplo para mim e para quem estava à volta, apesar de ingerências nocivas que o nosso trabalho foi sofrendo. No final de 2009, recebi um convite e mudei de jornal, mas o amigo permanece exemplar até hoje e assim continuará. Como os tempos são outros, também o José Manuel Paulino foi jornalista "até mudar de rumo profissional e ingressar no ISEC Lisboa (Instituto Superior de Educação e Ciências)", conta. No entanto, "o bichinho do jornalismo nunca desapareceu e continuo a colaborar com o Jornal E (de Estremoz), através de artigos de opinião sobre desporto".

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