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  • Paulo Jorge Pereira

Luís Mateus lê um pouco do seu "Schmidtologia"

Trabalhámos juntos no jornal A Bola e, a partir de determinado momento, cada qual seguiu o seu caminho, mas o contacto nunca se perdeu. Agora, o Luís Mateus escreveu e publicou "Schmidtologia" e aqui lê um dos textos que o compõem. "O Campeonato do Mundo" foi o livro anterior e ambos são delícias que nos levam a querer comprar e ler tudo do princípio ao fim.



Era o meio dos anos 90 quando nos cruzámos a trabalhar na redação do jornal A Bola. Um mundo muito diferente, um tempo muito distante, uma redação impossível de repetir, um dia a dia agitado e apaixonante para todos nós. Seria curto o tempo de convívio porque o Luís Mateus depressa foi convocado para a equipa do site MaisFutebol e, a partir daí, cada qual seguiu os seus caminhos. A amizade, porém, nunca se perdeu. Durante anos, o Desporto serviu para nos manter em contacto regular e a minha admiração pelo crescimento profissional do Luís aumentou na razão diretamente proporcional à da sua sabedoria.

Criou um espaço de delícias da escrita a que chamou "Era Capaz de Viver na Bombonera", chegou a diretor do MaisFutebol, comentou no programa que a TVI24 tinha sob essa designação e foi responsável pelo Desporto de TVI e TVI24 em simultâneo. Agora é coordenador geral e comentador na televisão d'A Bola, além de colunista no jornal. Mas não lhe escaparam experiências no Expresso, no Público, a trabalhar para o zerozero, na rádio com a TSF ou ainda na Eleven Sports.

Agora, é com uma obra centrada no treinador do Benfica, Roger Schmidt, que ganha leitores e transmite conhecimentos. Noutra leitura que aqui já nos deixou de um pouco do seu livro "O Campeonato do Mundo", apresentado em 2022, está também bem expressa a paixão pelo futebol que nunca o abandonou. Outro sábio do Jornalismo e de Desporto, Carlos Daniel, deixou bem claro que esta obra tem tudo. Paixão e conhecimento; entusiasmo e inteligência; memória e explicações; diversão, drama e, ainda, a capacidade de nos levar pelos textos como se estivéssemos nos próprios estádios a seguir cada episódio que relata.

Dirão alguns que é antiquada e ingénua a sua forma de olhar para o futebol: sem se preocupar com a discussão estéril da grande penalidade, do fora de jogo, das acusações aos árbitros, da troca de insultos e da cegueira clubística. Tudo isto ocupa tanto tempo de analistas e comentadores em jornais, rádios e televisões e só serve para nos empobrecer a todos. Eu digo: ainda bem que o Luís não perdeu de vista o essencial. Porque, sendo invísivel aos olhos, como escreveu Saint-Exupéry, é no fundo aquilo que, de facto, interessa. Por isso e por tudo o resto, obrigado, meu caro Luís. E que agora o êxito retumbante acompanhe o teu recente "Schmidtologia" que bem mereces...


Kathartika


"Schmidtologia", a mais recente obra do autor, está a cumprir um caminho de êxito.

Agora, sigam o avisado conselho do autor e não percam mais tempo: comprem, leiam e espalhem a notícia. "Schmidtologia" e "O Campeonato do Mundo" do Luís Mateus bem o justificam.



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