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  • Paulo Jorge Pereira

Rui Guedes lê "Homens Livro", de Bento Ramires, Carlos Marta e Rui Guedes

A obra "Homens Livro", que aborda o trabalho desenvolvido no projeto de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1958 e 2002, foi apresentada ontem precisamente na Fundação. Rui Guedes é o primeiro dos autores a ler aqui um excerto da obra que teve a coordenação de Patrícia Carreiro.



Rui Guedes, escritor e bibliotecário responsável pelo Bibliomóvel de Penafiel desde o início, em abril de 2002, tem publicados dois livros para o público infantil - "Ri o Joaquim com Cócegas assim...", de 2016, e "Ao Fundo da Minha Rua...3 Contos", de 2017 -, estreando-se em 2020 na escrita para adultos com o livro "Traço contínuo", de que faz parte um texto já aqui lido.

Hoje, porém, trata-se de "Homens Livro", uma obra dedicada ao engenhoso projeto e ao laborioso trabalho desenvolvido nas Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian, entre 1958 e 2002, por gente a quem nunca conseguiremos pagar a dívida de gratidão que todos temos. Gente como os companheiros de Rui Guedes na autoria deste livro, Bento Ramires e Carlos Marta, todos sob a paciente e sábia coordenação de Patrícia Carreiro. Deste esforço coletivo, símbolo do exemplo que representa para nós a Cultura, nasceu uma obra imperdível e que merece o sucesso das nossas ávidas leituras.

Voltando a Rui Guedes, para lá de descobrirem as suas obras literárias, vale a pena também perceberem como é o trabalho da Biblioteca de Penafiel, porque Portugal está muito longe de ser apenas Lisboa e as suas paisagens. E ainda tem muita gente que sabe bem que a Cultura é a nossa essência - só é pena que muita dessa gente seja cuidadosamente afastada de lugares de decisão.

Pouco importa. A casa, a rua, a freguesia, o concelho, o país, o mundo e o universo podem ser melhorados todos os dias com atos, palavras, ideias e a magia infindável dos livros. E o Rui, ao lado de outros bravos cujas identidades poucos conhecem, aí estão, Humanidade fora, a demonstrar precisamente isso. A responsabilidade da cidadania não precisa de poder para ser exercida - basta querer. E a diferença fica feita numa série de pequenos gestos que, todos juntos, se transformam em grandiosas ações. Liderar pode e deve ser assim, um ato de generosidade e de ser solidário com quem nos rodeia e mais precisa de nós. Todos os dias.


Letras Lavadas


Rui Gabriel Vieira Guedes nasceu em Paredes, a 24 de julho de 1974. E habituou-se a melhorar a vida de um número de pessoas que continua a crescer e a aprender com a Cultura que o bibliotecário lhes apresenta.

Para quem não tenha informação suficiente sobre o projeto do Bibliomóvel de Penafiel, pode ler aqui uma reportagem maravilhosa, da autoria de Miguel Carvalho e Lucília Monteiro, na revista Visão de 16 de novembro de 2020. Leiam - vão ver que nunca se arrependem!

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