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  • Paulo Jorge Pereira

Sónia Grilo lê "A Fórmula de Deus", de José Rodrigues dos Santos

Em mais uma trepidante aventura saída da pena do jornalista José Rodrigues dos Santos, tudo começa quando a iraniana Ariana Pakravan aborda Tomás Noronha nas escadarias do Museu Egípcio, na cidade do Cairo. A partir daqui, não faltam mistérios, perseguições, peripécias de amor e traição.



Sónia Grilo é "coach" e terapeuta holística, tem uma história de vida extraordinária, nunca perdeu o hábito e o gosto especial pela leitura, apresentando um excerto de uma das obras que têm ajudado a construir o enorme sucesso de vendas que é José Rodrigues dos Santos. Nascido na Beira, em Moçambique, a 1 de abril de 1964, ainda bebé o futuro jornalista acompanhou os pais na mudança para Tete, ali vivendo até aos oito anos, sempre com a guerra colonial por perto. Mais tarde, no momento em que os pais se separaram, o jovem começou por viver primeiro com a mãe, viajando para a casa paterna em Penafiel em função de alguma instabilidade. Mas foi só quando seguiu para Macau que Rodrigues dos Santos deu os primeiros passos no jornalismo, de início numa equipa do jornal escolar; depois, a partir de 1981, como trabalhador da Rádio Macau. Em 1983 está de volta a Portugal, licencia-se em Comunicação Social na Universidade Nova e consegue ser bem sucedido quando tenta uma vaga na BBC durante três meses. Dois galardões obtidos até 1987 em Lisboa levam os responsáveis da televisão pública britânica a escolhê-lo para o World Service, em Londres, ali ficando até 1990, importante período de aprendizagem numa das grandes escolas de jornalismo televisivo profissional de então. Pelo meio, em 1988, casa-se e será pai de duas filhas (em 1991 e 1998).

Quando regressa, o seu destino é já a RTP - começa no 24 horas, mas no final de janeiro de 1991 a Guerra no Golfo concede-lhe oportunidade única para se destacar, durante uma emissão em direto que dura quase meio dia e na qual demonstra capacidades invulgares para lidar com os avanços e recuos das informações. A frieza na condução da emissão e o domínio das diferentes exigências de um direto permitem-lhe passar a apresentar o Telejornal ainda nesse ano de 1991 e, de 1993 a 2002, acumula as funções na RTP com as de colaborador da norte-americana CNN. Doutorado em Ciências da Comunicação e professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, passou duas vezes pelas funções de diretor de Informação da RTP e acumulou distinções nacionais e internacionais com alguns dos seus trabalhos.

Os livros, pelo menos no começo, foram vistos como extensão natural do trabalho jornalístico sob a forma de ensaios: "Crónicas de Guerra" em dois volumes e "A Verdade da Guerra" partiam do seu interesse pelos desafios que os repórteres de guerra, incluindo ele próprio, foram enfrentando em diferentes cenários de conflito. "A Ilha das Trevas" foi o romance de estreia (2002), seguindo-se "A Filha do Capitão", publicado dois anos mais tarde. Estava aberto o caminho para que a ficção passasse a ser o seu espaço de criatividade sem limites geográficos ou de cariz imaginativo. "O Codex 632" (2005) foi o primeiro da série Tomás Noronha, um ano antes da obra cujo excerto figura nesta leitura: "A Fórmula de Deus". Datado do ano passado, "Imortal" é o 10º e mais recente episódio desta série. Com livros sucessivos cujas vendas superavam os 100 mil exemplares, distribuiu a escrita por outras fórmulas igualmente vencedoras, tendo em conta o interesse do público que se habituou ao seu estilo.


Gradiva

Há quem adore e não perca cada novo romance, mas também quem deteste e passe ao lado da escrita de Rodrigues dos Santos. Certo é que os seus livros tornaram-se verdadeiros fenómenos de vendas com mais de 100 mil exemplares nas mãos dos compradores a cada novo título.

A série Calouste Gulbenkian principiou em 2013 e soma dois títulos. Pouco depois, em 2015, iniciou a Trilogia do Lótus que, nesta altura, já vai com quatro livros. Fora destes universos ficaram, em 2008 e 2010, respetivamente, "A Vida num Sopro" (passado no Portugal salazarista) e "O Anjo Branco" (história passada em Moçambique nos anos 60 e homenagem do escritor ao pai).


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