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Agostinho Costa Sousa lĂȘ "Gente Independente", de Halldor Laxness

  • Paulo Jorge Pereira
  • Jan 1
  • 7 min read

O novo ano arranca da melhor maneira com um Prémio Nobel e um excerto da sua obra "Gente Independente". O autor é Halldor Laxness e aqui surge pela voz de Agostinho Costa Sousa.



Tinha apenas 14 anos quando publicou um primeiro artigo num jornal e o futuro iria revelå-lo como um dos mais importantes nomes da escrita islandesa e mundial. Halldor Kiljan Laxness nasceu a 23 de abril de 1902 em Reikjavik e viveu a parte inicial da vida no campo, viajando depois pela Europa. Iria publicar, a partir de 1919, romances, poesia, livros de viagens, peças de teatro, contos e vårios artigos em jornais. Casado com Auður Sveinsdóttir e pai de duas raparigas, foi católico e ateu, aderindo ao comunismo.

Entre a vasta obra, que expressa diferentes estilos e estå traduzida em cerca de 50 línguas, sobressaem "Salka Valka", "Gente Independente", "A Luz do Mundo", "O Sino da Islùndia", «A Central Nuclear", "Os Felizes Guerreiros", "Os Peixes Sabem Cantar", "Paraíso Reclamado", "Sob o Glaciar" e "Guosgjafapula".

Em 1955 conheceu o momento de maior relevo no percurso literĂĄrio ao receber o PrĂ©mio Nobel da Literatura. No discurso que proferiu, o autor deixou bem vincadas as suas convicçÔes: "O que podem a fama e o sucesso proporcionar a um autor? Um certo grau de bem-estar material proporcionado pelo dinheiro? Certamente. Mas, se um poeta islandĂȘs se esquecer de sua origem como homem do povo, se perder o sentido de pertença aos humildes da terra, a quem a minha avĂł me ensinou a venerar, e o seu dever para com eles, entĂŁo de que lhe servirĂŁo a fama e a prosperidade?"

Morreu a 8 de fevereiro de 1998.


Cavalo de Ferro/Tradução de João Reis


O primeiro livro de Halldor Laxness Ă© de 1919.

Agostinho Costa Sousa reside em Espinho e socorre-se da frase de AntĂłn Tchekhov: "A medicina Ă© a minha mulher legĂ­tima, a literatura Ă© ilegĂ­tima" para se apresentar. Estreou-se a ler por aqui a 9 de maio de 2021 com "A Neve Caindo sobre os Cedros", de David Guterson, seguindo-se "As Cidades InvisĂ­veis", de Italo Calvino, a 16 do mesmo mĂȘs, mas tambĂ©m leituras de obras de Manuel de Lima e Alexandra Lucas Coelho a 31 de maio. "HistĂłrias para Uma Noite de Calmaria", de Tonino Guerra, foi a sua escolha no dia 4 de junho. No dia 25 de julho, a sua escolha recaiu em "Veneno e Sombra e Adeus", de Javier MarĂ­as, seguindo-se "Zadig ou o Destino", de Voltaire, a 28. O regresso processou-se a 6 de setembro, com "As Velas Ardem AtĂ© ao Fim", de SĂĄndor MĂĄrai. Seguiram-se "HistĂłrias de CronĂłpios e de Famas", de Julio CortĂĄzar, no dia 8; "As Palavras Andantes", de Eduardo Galeano, a 11; "Um Copo de CĂłlera", de Raduan Nassar, a 14; e "Um Amor", de Sara Mesa, no dia 16. A 19 de setembro, a leitura escolhida foi "Ajudar a Estender Pontes", de Julio CortĂĄzar. A 17 de outubro, a proposta centrou-se na poesia de JosĂ© Carlos Barros com trĂȘs poemas do livro "PenĂ©lope Escreve a Ulisses". TrĂȘs dias mais tarde leu trĂȘs poemas inseridos na obra "A Axila de Egon Schiele", de AndrĂ© Tecedeiro.

A 29 de novembro apresentou "InquĂ©rito Ă  Arquitetura Popular Angolana", de JosĂ© Tolentino de Mendonça. De dia 1 do mĂȘs seguinte Ă© a leitura de "Trieste", escrito pela croata Dasa Drndic e, no dia 3, a proposta foi um trecho do livro "CivilizaçÔes", escrito por Laurent Binet. No dia 5, Agostinho Costa Sousa dedicou atenção a "Viagens", de Olga Tokarczuk. A 7, a obra "HĂșmus", de Raul BrandĂŁo, foi a proposta apresentada. Dois dias mais tarde, a leitura foi dedicada a um trecho do livro "Duas SolidĂ”es - O Romance na AmĂ©rica Latina", com Gabriel GarcĂ­a MĂĄrquez e Mario Vargas Llosa. Seguiu-se "O Filho", de Eduardo Galeano, no dia 20. A 23, Agostinho Costa Sousa trouxe "O VĂ­cio dos Livros", de Afonso Cruz. Voltou um mĂȘs mais tarde com "Esta Gente/Essa Gente", poema de Ana Hatherly. No dia 26 de janeiro, apresentou "Escrever", de Stephen King. Quatro dias mais tarde foi a vez de Maria Gabriela Llansol com "O Azul Imperfeito". "Poemas e Fragmentos", de Safo, e "O Poema Pouco Original do Medo", de Alexandre O'Neill, foram outras recentes participaçÔes. Seguiram-se "Se Isto É Um Homem", de Primo Levi, e "Se Isto É Uma Mulher", de Sarah Helm. No dia 18 de março, a leitura proposta foi de um excerto de "Augustus", de John Williams. A 24, Agostinho Costa Sousa leu "SilĂȘncio na Era do RuĂ­do", de Erling Kagge; a 13 de abril, foi a vez do poema "Guernica", de Rui Caeiro e, no dia 20, apresentou um pouco de "Great Jones Street", de Don DeLillo.

No Especial dedicado ao 25 de Abril, a sua escolha foi para "O Sangue a Ranger nas Curvas Apertadas do Coração", escrito por Rui Caeiro, seguindo-se "Ararat", de Louise GlĂŒck, no Dia da MĂŁe e do Trabalhador, a 1 de maio. "Ver: Amor", de David Grossman, foi a proposta de dia 17. No dia 23, a leitura proposta trouxe Elias Canetti com um pouco da obra "O Archote no Ouvido".

A 31 de maio surgiu com "A Borboleta", de Tonino Guerra. A 5 de junho trouxe um excerto do livro "Primeiro Amor, Últimos Ritos", de Ian McEwan. A 17, a escolha recaiu sobre "Hamnet", de Maggie O'Farrell. A 10 de julho, o trecho selecionado saiu da obra "Ofuscante - A Asa Esquerda", do romeno Mircea Cartarescu. No dia 19 de julho apresentou "Uma Caneca de Tinta Irlandesa", de Flann O'Brien. A 31 de julho leu um trecho da obra "Por Cuenta Propia - Leer y Escribir", de Rafael Chirbes. No dia 8 de agosto foi a vez de "No Entres Docilmente en Esa Noche Quieta", de Ricardo MenĂ©ndez SalmĂłn. A 15 de agosto apresentou "Julio CortĂĄzar y Cris", de Cristina Peri Rossi. Uma semana mais tarde, a leitura foi de um trecho da obra "MĂșsica, SĂł MĂșsica", de Haruki Murakami e Seiji Ozawa. De 12 de setembro Ă© a sua leitura de um poema do livro "Do Mundo", cujo autor Ă© Herberto Helder. "InstruçÔes para Engolir a FĂșria", de JoĂŁo LuĂ­s Barreto GuimarĂŁes, foi a leitura a 16 de setembro e jĂĄ aqui regressou. A 6 de outubro leu um trecho da obra "Jakob, O Mentiroso", de Jurek Becker.

"Rebeldes", de SĂĄndor MĂĄrai, foi a leitura do dia 11. Mircea Cartarescu e "Duas Formas de Felicidade" surgiram dois dias mais tarde. Seguiu-se "DiĂĄrios", do poeta Al Berto, a 17 de outubro. TrĂȘs dias mais tarde propĂŽs "A Herança de Eszter", de SĂĄndor MĂĄrai. A 2 de novembro apresentou "Os IrmĂŁos Karamazov", de FiĂłdor DostoiĂ©vski. Data de 22 de novembro a leitura de "Nicanor Parra: Rey y Mendigo", de Rafael Gumucio. A 30 de novembro leu "Schiu", de Tonino Guerra. No passado dia 12 trouxe "Montaigne", de Stefan Zweig. Recuperei a sua leitura do poema "InstruçÔes para Engolir a FĂșria" no dia 16 quando o autor, JoĂŁo LuĂ­s Barreto GuimarĂŁes, foi distinguido com o PrĂ©mio Pessoa. A 23 apresentou um excerto de "SilĂȘncio na Era do RuĂ­do", de Erling Kagge. No dia 6 de janeiro a escolha recaiu sobre "LiçÔes", de Ian McEwan. A 16 de janeiro apresentou "Stalinegrado", de Vasily Grossman. No dia 30 leu um excerto da obra "A Biblioteca Ă  Noite", de Alberto Manguel. De 7 de fevereiro Ă© a leitura de "RemodelaçÔes Governamentais", de MĂĄrio-Henrique Leiria. A proposta de dia 22 de fevereiro foi "Roseira de Espinho", de Nuno JĂșdice. No dia 7 de março propĂŽs "MĂ©todo de Caligrafia para a MĂŁo Esquerda", de AntĂłnio Cabrita. No Especial dedicado ao Dia Mundial do Teatro, a 27 de março, apresentou "MemĂłrias", de Raul BrandĂŁo. De 30 de março Ă© a leitura de um trecho da obra "Rebeldes", de SĂĄndor MĂĄrai. A 10 de abril propĂŽs "O Amante da Minha MĂŁe", de Urs Widmer. De 21 de abril Ă© a leitura de um trecho do conto "A Primavera", escrito por Bruno Schulz. Do Especial dedicado ao 25 de Abril constaram poemas de Sara Duarte BrandĂŁo. A 2 de maio propĂŽs "A Musa Irregular", de Fernando Assis Pacheco. "Ravel", de Jean Echenoz, Ă© de 6 de junho.

"Tristia", de António Cabrita, foi a sua leitura a 9 de junho. A 23 leu "Foi Ele?", de Stefan Zweig. No dia 7 de julho trouxe "Cartas 1955-1964, volume II", de Julio Cortåzar. "Uma Faca nos Dentes", de António José Forte, chegou a 21 de julho. De 30 de agosto é a leitura de um trecho da obra "Servidão Humana", de Somerset Maugham. "Nosotros", de Manuel Vilas, foi a leitura no dia 18. De 22 de setembro é a leitura da obra "A Religião da Cor", de Jorge Sousa Braga. "Exercícios de Humano", de Paulo José Miranda, foi a leitura de 11 de outubro. A 17, "Flores Silvestres", de Abbas Kiarostami, foi a proposta. "Uma História de Xadrez", de Stefan Zweig, foi a leitura de 7 de novembro. Manoel Barros e "O Poeta" surgiram a 13. "A Saga/Fuga de J.B.", de Gonzalo Torrente Ballester, foi a leitura de dia 27.

De 11 de dezembro Ă© a leitura de "Uma Arquitetura", de Luiza Neto Jorge. "Viagens com o Charley", de John Steinbeck, foi lido no dia 29. A 5 de janeiro trouxe "A Gaivota", de SĂĄndor MĂĄrai. A leitura de 15 de janeiro foi "En Esta Noche, En Este Mundo", de Alejandra Pizarnik. De 23 de janeiro Ă© a leitura de um excerto da obra "O PĂȘndulo de Foucault", de Umberto Eco. A 5 de fevereiro trouxe "O Mal de Montano", de Enrique Vila-Matas. De 26 de fevereiro Ă© a leitura de um trecho da obra "A Pesca Ă  Linha - Algumas MemĂłrias", de AntĂłnio Alçada Baptista. A 14 de março propĂŽs "ServidĂŁo Humana", de Somerset Maugham. De 25 de março Ă© "NĂ­tido Nulo", de VergĂ­lio Ferreira. A 16 de abril propĂŽs "DiĂĄrio VolĂșvel", de Enrique Vila-Matas. "Vozes", de Antonio Porchia, Ă© de 22 de abril. De 15 de maio Ă© a leitura de um trecho da obra "A Rapariga dos Olhos de Ouro", de HonorĂ© de Balzac. A 10 de junho propĂŽs "Re-CamĂ”es", de E. M. de Melo e Castro. De 19 de julho Ă© a leitura de um trecho da obra "A Raça Maldita", de Marcel Proust. A 26 de julho trouxe de novo a obra "A Axila de Egon Schiele (poesia reunida 2014-2020)", de AndrĂ© Tecedeiro. De 26 de agosto Ă© a leitura de "A Pesca Ă  Linha - Algumas MemĂłrias", de AntĂłnio Alçada Baptista. Voltou a 21 de outubro com o espanhol Carlos Marzal e o poema "Os Restos de um NaufrĂĄgio", inserido na obra "Os Ossos do Meu Duplo", com seleção poĂ©tica de LuĂ­s Filipe Parrado e tradução de Diogo Vaz Pinto.

"Ver no Escuro", de Clåudia R. Sampaio, é de 10 de dezembro. A 6 de janeiro leu dois poemas de "Herbarium", de Emily Dickinson. A 11 de fevereiro trouxe "O Fio da Navalha", de Somerset Maugham. De 29 de setembro é "MandriÔes no Vale Fértil", de Albert Cossery.

 
 
 

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