Search
  • Paulo Jorge Pereira

Agostinho Costa Sousa lê "A Axila de Egon Schiele (poesia reunida 2014-2020)", de André Tecedeiro

Depois de ter apresentado três poemas de José Carlos Barros, a escolha de Agostinho Costa Sousa para hoje são outros tantos poemas, mas de André Tecedeiro, inseridos na obra "A Axila de Egon Schiele".



Natural de Santarém, onde nasceu em 1979, André Tecedeiro (nome que criou para si próprio e que usa legalmente há cerca de quatro anos) iria viver em Portalegre e deslocar-se para Lisboa em 1997. Foi sucessivamente estudante de Escultura e Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (licenciou-se), Artes Visuais Intermédia (conseguiu o mestrado) na Universidade de Évora e Psicologia na Universidade de Lisboa, especializando-se em Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações.

Sobre "A Axila de Egon Schiele", de que hoje se apresentam aqui três poemas, na voz de Agostinho Costa Sousa, o autor explicou, a meio de setembro, em resposta a questão de Samuel F. Pimenta, no site djhfdjhf: "Os livros que editei antes estavam todos esgotados, mas continuaram a ter procura, por isso o Valter Hugo Mãe, curador da coleção Elogio da Sombra, convidou-me a agrupar num só volume todos os livros antigos mais um de poemas novos ("A Axila de Egon Schiele", que acabou por dar nome ao conjunto todo). O livro inclui ainda um diálogo entre mim e a minha esposa, Laura."

Além das colaborações em revistas de âmbito literário, de diversas nomeações para prémios pelo seu desempenho como artista plástico, da presença do seu trabalho nas rádios, em podcasts e ciclos de leitura seja no teatro ou em livrarias, Tecedeiro escreveu e publicou os seguintes livros: "Rebento-Ladrão" (2014), "Deitar a Trazer" (2016), "O Número de Strahler" (2018), "A Arte da Fuga" (2019) e "A Axila de Egon Schiele" (2020).


Porto Editora


De André Tecedeiro escreveu Valter Hugo Mãe: "Considero-o um dos mais importantes poetas portugueses surgidos neste século. Breve e de aparência simples, a sua profundidade é uma hipótese de completude. Essa impossível coisa para que, por utopia, tendemos a correr."

Agostinho Costa Sousa reside em Espinho e socorre-se da frase de Antón Tchekhov: "A medicina é a minha mulher legítima, a literatura é ilegítima" para se apresentar. "A Arquitetura é a minha mulher legítima, a Leitura é uma das ilegítimas", refere. Estreou-se a ler por aqui a 9 de maio com "A Neve Caindo sobre os Cedros", de David Guterson, seguindo-se "As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, a 16 do mesmo mês, mas também leituras de obras de Manuel de Lima e Alexandra Lucas Coelho a 31 de maio. "Histórias para Uma Noite de Calmaria", de Tonino Guerra, foi a sua escolha no dia 4 de junho. No passado dia 25 de julho, a sua escolha recaiu em "Veneno e Sombra e Adeus", de Javier Marías, seguindo-se "Zadig ou o Destino", de Voltaire, a 28. O regresso processou-se a 6 de setembro, com "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai. Seguiram-se "Histórias de Cronópios e de Famas", de Julio Cortázar, no dia 8; "As Palavras Andantes", de Eduardo Galeano, a 11; "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar, a 14; e "Um Amor", de Sara Mesa, no dia 16. A 19 de setembro, a leitura escolhida foi "Ajudar a Estender Pontes", de Julio Cortázar. Anteontem, dia 17, a proposta centrou-se na poesia de José Carlos Barros com três poemas do livro "Penélope Escreve a Ulisses".

34 views0 comments

Recent Posts

See All