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Armando Liguori Junior lĂȘ "O Medo", de Carlos Drummond de Andrade

  • Paulo Jorge Pereira
  • Oct 26, 2021
  • 2 min read

No regresso de Armando Liguori Junior Ă s leituras aqui no blog, o poema "O Medo", do brasileiro Carlos Drummond de Andrade, Ă© a escolha de hoje.



Genial escritor brasileiro, Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade mineira de Itabira, a 31 de outubro de 1902, estudando em Belo Horizonte e Nova Friburgo. A Literatura daria sinais mais fortes na sua vida quando se associou com vårios amigos para a criação da Revista, uma publicação dedicada a promover o movimento do Modernismo. Poesia seria a sua principal arma, embora a genialidade de Drummond de Andrade se manifeste também através do conto, do ensaio, da crónica e da escrita para os mais jovens.

Jå era licenciado em Farmåcia e casado com Dolores Dutra de Morais (Carlos, um primeiro filho, morreria pouco depois de nascer, mas o casal teria ainda a filha Maria Julieta) quando se estreou na vida literåria com "Alguma Poesia", em 1930. Até morrer, em 1987, publicarå dezenas de obras nos géneros acima referidos. Entretanto, nos anos 40, filia-se no Partido Comunista e assume mesmo a responsabilidade de dirigir, durante algum tempo, uma publicação carioca da entidade política.

Para lĂĄ da atividade no funcionalismo pĂșblico, o escritor vai publicando, junta alguns prĂ©mios, colecionando tambĂ©m participaçÔes no semanĂĄrio Mundo LiterĂĄrio e na revista AtlĂąntico.

SĂŁo vĂĄrios os seus poemas que ganharam maior dimensĂŁo de divulgação e grande popularidade e "Quadrilha", de que aqui AmĂ­lcar Mendes jĂĄ apresentou uma leitura, Ă© apenas um exemplo. Outro Ă© "O Medo", que hoje Ă© lido aqui por Armando Liguori Junior. Chegaria aos meios audiovisuais quando foi representado na televisĂŁo e no cinema: Ivan Fernandes cumpriu o papel no pequeno ecrĂŁ, enquanto Pedro Lito e Carlos GregĂłrio agiram de igual forma na 7.ÂȘ Arte.



A 17 de agosto de 1987, poucos dias depois da morte da filha, Carlos Drummond de Andrade seria vĂ­tima de enfarte, morrendo no Rio de Janeiro.

Armando Liguori Junior, ator e jornalista de formação, tem trĂȘs livros publicados; dois de poemas ("A Poesia EstĂĄ em Tudo" – Editora PatuĂĄ 2020; "TerritĂłrios" – Editora Scortecci 2009; e um de dramaturgia: "Textos Curtos para Teatro e Cinema (2017) – Giostri Editora). Atualmente mantĂ©m um canal no YouTube (Armando Liguori), dedicado a leituras literĂĄrias, especialmente de poesia. Estreou-se nas leituras aqui para o blog com "Se te Queres Matar Porque NĂŁo te Queres Matar?", de Álvaro de Campos, a 15 de julho do ano passado, seguindo-se "Continuidades", de Walt Whitman, a 7 de agosto e "Matteo Perdeu o Emprego", de Gonçalo M. Tavares, a 11 de setembro, vĂĄrias leituras do meu "Murro no EstĂŽmago" (a 16 de outubro do ano passado e a 5 de setembro deste ano). JĂĄ este ano, a 12 de fevereiro, apresentou "Pelo Retrovisor", de MĂĄrio Baggio, seguindo-se "A Gaivota", de Anton Tchekhov, a 27 de março, Dia Mundial do Teatro; "A MĂĄquina de Fazer EspanhĂłis", de Valter Hugo MĂŁe, a 5 de maio, Dia Mundial da LĂ­ngua Portuguesa; e, a 10 de junho, Dia de Portugal, de CamĂ”es e das Comunidades Portuguesas, com leituras de "Cheira Bem, Cheira a Lisboa", de CĂ©sar de Oliveira, e um trecho de "Viagem", de Miguel Torga.

 
 
 

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