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  • Paulo Jorge Pereira

Amílcar Mendes lê "Poemas de Ponta & Mola", de Mendes de Carvalho

Aqui se recorda o momento em que Amílcar Mendes apresentou "Poemas de Ponta & Mola", obra de Mendes de Carvalho.



Nascido em 1927, Mendes de Carvalho iria desmultiplicar-se entre poesia, teatro e romances, tendo a ironia como argumento preferencial. Casa da Comédia, Teatro Estúdio de Lisboa e Clube Palco foram alguns dos grupos com os quais colaborou, dedicando-se ainda a trabalhar para revistas e jornais da área literária. Publicados entre finais dos anos 70 e o começo da década seguinte, "Poemas de Ponta & Mola", "Camaleões & Altifalantes", "Cantigas de Amor & Maldizer" ou "A 10.ª Turista" são exemplos do seu talento e de uma forma de estar que costumava resumir assim: "O autor nasceu no Alcaide, pequena aldeia que aparece nos mapas decentes. Ali aprendeu as primeiras letras. Na capital, as segundas, as terceiras e outras. Mas foi de facto em Lisboa que, tendo começado a sonetar antes de romper a barba, se tornou afinal anti-sonetista."

Nomes como os de Alexandre O'Neill, Ary dos Santos, Blanc de Portugal ou Mário Cesariny seriam uma espécie de parceiros de percurso da escrita de Mendes de Carvalho, marcada pela influência do surrealismo.

Mendes de Carvalho foi administrador de uma empresa privada e delegado da Secretaria de Estado da Cultura, desenvolvendo trabalho de pesquisa e divulgação com apoio da Fundação Gulbenkian.

Morreria em 1988, deixando para trás obra notável.


Plátano Editora


O Surrealismo foi o movimento que mais influenciou a escrita do autor.

Amílcar Mendes, ator e "dizedor de poesia", que também foi coordenador das noites de Poesia do Pinguim Café e do Púcaros Bar, no Porto, deixa-nos uma leitura diferente. A sua estreia aqui no blog registou-se a 5 de junho de 2021 com um excerto de "Gin sem Tónica, mas Também", de Mário-Henrique Leiria. Do dia 3 de julho é a leitura de "Poemas de Ponta & Mola", de Mendes de Carvalho, seguindo-se "Poema do Gato", de António Gedeão, a 7 de julho; "Funeral", de Dinis Moura, a 14 de julho; a 24 desse mês, a escolha recaiu em "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade; voltou à aposta em António Gedeão com "Trovas para Serem Vendidas na Travessa de São Domingos" a 6 de agosto; a 10 de setembro, o poema "Árvore", de Manoel de Barros, foi a proposta. "Socorro", de Millôr Fernandes, foi a escolha de dia 11 de outubro e, a 29, foi apresentado "História do Homem que Perdeu a Alma num Café", de Rui Manuel Amaral. A 7 de novembro, Amílcar Mendes trouxe "A História é uma História", de Millôr Fernandes. "Aproveita o Dia", de Walt Whitman, foi a proposta a 27 de novembro.

No dia 15 do mês seguinte, Amílcar Mendes leu "A Princesa de Braços Cruzados" , de Adília Lopes. A 19 surgiu "A Morte do Pai Natal", de Rui Souza Coelho. Quase um mês depois, a 17 de janeiro, apresentou "Uma Faca nos Dentes", de António José Forte. A 8 de fevereiro leu o poema "Não Cantes", de Al Berto. No dia 20, apresentou "Ano Comum", de Joaquim Pessoa. Uma semana mais tarde, a proposta centrou-se em dois textos de Mário-Henrique Leiria. E a 17 de março propôs "Breves Respostas às Grandes Perguntas", de Stephen Hawking. A 15 de abril regressou à poesia de Al Berto e a 21 de julho leu "Anúncios Paroquiais". Al Berto e o seu poema "Fragmentos de um Diário" foram o tema da leitura a 18 de agosto. A 14 de setembro apresentou "Fábula", de Joaquim Castro Caldas. De 9 de outubro é uma nova leitura de "Fragmentos de um Diário", de Al Berto. E outras se têm seguido.

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