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  • Paulo Jorge Pereira

Sandra Escudeiro lê "O Perfume", de Patrick Süskind


Sandra Escudeiro regressa às leituras aqui no blog com uma proposta que também já teve adaptação ao grande ecrã: "O Perfume", do alemão Patrick Süskind.



Contista e dramaturgo por excelência, o germânico Patrick Süskind, que herdou do pai, o escritor, tradutor e jornaslita Wilhelm Emanuel Süskind, o gosto pela Literatura, nasceu a 26 de março de 1949 em Ambach, na Baviera. Foi estudante de História Medieval e Moderna nas cidades de Munique e Aix-en-Provence, entre 1968 e 1974. A mais forte atração pela escrita levou-o a escrever os primeiros contos e as peça iniciais, mas também argumentos para o pequeno ecrã na década de 80: de 1981 é "O Contrabaixo", mais tarde muito apresentado nos palcos alemães, austríacos e helvéticos, mesmo ano de "Um Combate e Outras Histórias". Em 1985 surgiria a publicação do primeiro grande sucesso: precisamente a obra que Sandra Escudeiro hoje aqui apresenta, "O Perfume - História de um Assassino", cuja adaptação ao Cinema aconteceu apenas em 2006, pois Süskind rejeitou todas as abordagens anteriores, com realização de Tom Tykwer e um elenco onde estavam, por exemplo, Dustin Hoffman, Alan Rickman, Ben Wishaw e Rachel Hurd-Wood. Mais recente, de 2018, é uma série televisiva inspirada na mesma obra que já vendeu mais de 15 milhões de exemplares e teve tradução para cerca de meia centena de idiomas.

"A Pomba" (1987) seria o segundo romance e, neste caso, com adaptação ao teatro em Londres (1993). Em 1991, Süskind obteria outro estrondoso sucesso à escala mundial com a publicação da obra "A História do Senhor Sommer", prosseguindo o seu trabalho literário em 2006 com o ensaio "Sobre o Amor e a Morte".


Editorial Presença/Tradução de Maria Emília Serras Moura


"O Perfume" já vendeu cerca de 15 milhões de exemplares à escala mundial, estando traduzido para quase 50 línguas.

Sandra Escudeiro, que se identifica como "uma amante da Leitura", mas também artesã, tem presença regular aqui no blog, nasceu em 1973 e vive em Vila Nova de Famalicão. É a dinamizadora do "Clube de Leitores", na biblioteca escolar da Escola Básica de Ribeirão, onde trabalha há 11 anos. Por outro lado, é também artesã e, em part time, dedica-se à trapologia desde 2009. Inspira-se na literatura e nos seus autores, idealiza e constrói bonecos exclusivos em trapos designados "Bonecos Urbanos", aqui surgindo as "Figuras Literárias", isto é, bonecos que caracterizam os mais importantes escritores, diversas personagens das histórias infantis bem como outros seres idealizados na imaginação da criadora. Podem acompanhar aqui o seu maravilhoso trabalho: bonecosurbanos.blogspot.com. Está já nas dezenas a sua participação aqui no blog. Tudo começou com a leitura do poema "A Espantosa Realidade das Coisas", de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, a 15 de junho; seguiram-se "O Limpa-Palavras", de Álvaro Magalhães, a 26 desse mês; "Canção na Massa do Sangue", de Jacques Prévert, a 30 de julho; "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres", de Clarice Lispector, a 2 de outubro; "Só" e "O Poço é o Pêndulo", de Edgar Allan Poe, foram as suas leituras de 2 de novembro; no dia 21 desse mês regressou com "Os Transparentes", de Ondjaki. E aproveitou o centenário da escritora Clarice Lispector para regressar, participando nessa edição especial com Inês Henriques e recorrendo à leitura de dois fragmentos da obra da brasileira, no dia 10 de dezembro. A 23 desse mês voltou, então para apresentar um excerto do livro "O Pintor Debaixo do Lava-Louças", de Afonso Cruz. Seguiu-se a presença de 24 de janeiro quando apresentou o poema "Quarto Crescente", do livro "Luto Lento", escrito por João Negreiros. A 10 de fevereiro leu "Devia Morrer-se de Outra Maneira", escrito por José Gomes Ferreira. Cerca de um mês mais tarde foi uma das vozes que contribuíram para o Especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher, lendo um excerto de "Insubmissão", de Maria Teresa Horta. A 26 de março trouxe um trecho da obra "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe. "A Infinita Fiadeira", de Mia Couto, foi a sua proposta de 6 de maio. A 30 desse mês trouxe "A Cor Azul", de Jaime Soares. A 26 de junho apresentou "Já Não me Deito em Pose de Morrer", de Cláudia R. Sampaio. "Terra do Pecado", de José Saramago, foi a proposta que leu a 16 de novembro, dia em que o escritor completaria 99 anos.

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