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  • Paulo Jorge Pereira

Amílcar Mendes lê "Deus", de Onofre Varela

Updated: Jan 9

O livro "Cimbalino Curto", de Onofre Varela, brilhante personalidade do universo jornalístico no plano do cartoon, da crónica, da entrevista e não só, serve como proposta de hoje para Amílcar Mendes.



Nascido no Porto em 1944, aos 13 anos já era aprendiz de tipógrafo. Evoluiu para a aprendizagem como desenhador litográfico e, com aulas noturnas, foi estudante de Pintura na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, mas não concluiu o curso.

Entre dezembro de 1965 e fevereiro de 1968, no cumprimento do serviço militar, combateu em Angola. Nesse período participou ainda com o seu trabalho na revista Notícia (desenhava para o suplemento infantil intitulado Pica-Pau) e publicou cinco histórias: Delfim dos Bosques; Os Pés Descalços; O Fantasma da Meia-Noite e Vinte; Tadeu & Côco e Golia, o Trovador.

Já depois do regresso de território angolano, dedicou-se às artes de desenhador gráfico na litografia e em agências publicitárias. Ampliaria a sua paixão ao campo do Jornalismo, começando pelo cartoon no jornal O Primeiro de Janeiro em 1970. Também trabalhou no Comércio do Porto e no Jornal de Notícias e, aos poucos, além de ilustrador, caricaturista e cartoonista, escreveu também crónicas e entrevistas. Nos anos 80, ficou muito conhecida do grande público a sua participação na RTP: desenhava em direto no programa Às Dez.

Em novembro de 1992, numa entrevista no programa Clube da Manhã, da RTP, confesssou a sua admiração especial por três pintores: Picasso, Dalí e Van Gogh. Este último seria mesmo escolhido como tema para a sua primeira exposição de pintura.

Além de inúmeros galardões de âmbito nacional e internacional, o seu trabalho de desenho e de construção de logótipos coleciona exposições pelo mundo fora - de Portugal ao Brasil, passando por Espanha, França, Macau ou Turquia). Foi também ator e teve mesmo formação no Teatro Experimental do Porto.

A sua obra escrita está distribuída por livros como "Cinco Enterros do João" (2006, neste caso em parceria com Fina d'Armada, João Carlos Brito, Vítor da Rocha e Joaquim Marinho), "O Peter Pan Não Existe" (2007), "Cimbalino Curto" (2010), do qual é extraída a leitura hoje apresentada por Amílcar Mendes, "Sou Gajo para Tomar um Café" (2011), "191 - Memórias de um Soldado em Angola" (2016) e "Homem na Lua" (2019).

Vive desde 1952 em Rio Tinto.


Onofre Varela é um admirador confesso dos pintores Picasso, Dalí e Van Gogh.

Amílcar Mendes, ator e "dizedor de poesia", que também foi coordenador das noites de Poesia do Pinguim Café e do Púcaros Bar, no Porto, deixa-nos uma leitura diferente. A sua estreia aqui no blog registou-se a 5 de junho de 2021 com um excerto de "Gin sem Tónica, mas Também", de Mário-Henrique Leiria. Do dia 3 de julho é a leitura de "Poemas de Ponta & Mola", de Mendes de Carvalho, seguindo-se "Poema do Gato", de António Gedeão, a 7 de julho; "Funeral", de Dinis Moura, a 14 de julho; a 24 desse mês, a escolha recaiu em "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade; voltou à aposta em António Gedeão com "Trovas para Serem Vendidas na Travessa de São Domingos" a 6 de agosto; a 10 de setembro, o poema "Árvore", de Manoel de Barros, foi a proposta. "Socorro", de Millôr Fernandes, foi a escolha de dia 11 de outubro e, a 29, foi apresentado "História do Homem que Perdeu a Alma num Café", de Rui Manuel Amaral. A 7 de novembro, Amílcar Mendes trouxe "A História é uma História", de Millôr Fernandes. "Aproveita o Dia", de Walt Whitman, foi a proposta a 27 de novembro.

No dia 15 do mês seguinte, Amílcar Mendes leu "A Princesa de Braços Cruzados" , de Adília Lopes. A 19 surgiu "A Morte do Pai Natal", de Rui Souza Coelho. Quase um mês depois, a 17 de janeiro, apresentou "Uma Faca nos Dentes", de António José Forte. A 8 de fevereiro leu o poema "Não Cantes", de Al Berto. No dia 20, apresentou "Ano Comum", de Joaquim Pessoa. Uma semana mais tarde, a proposta centrou-se em dois textos de Mário-Henrique Leiria. E a 17 de março propôs "Breves Respostas às Grandes Perguntas", de Stephen Hawking. A 15 de abril regressou à poesia de Al Berto e a 21 de julho leu "Anúncios Paroquiais". Al Berto e o seu poema "Fragmentos de um Diário" foram o tema da leitura a 18 de agosto. A 14 de setembro apresentou "Fábula", de Joaquim Castro Caldas. De 9 de outubro é uma nova leitura de "Fragmentos de um Diário", de Al Berto. A 14 de deste mês trouxe "Era Uma Vez um Pescador", de Rui Souza Coelho.


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