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  • Paulo Jorge Pereira

Fernanda Silva lê "Nunca Outros Olhos seus Olhos Viram", de Ivo Machado

Nascido nos Açores, mas a morar no Porto desde 1987, Ivo Machado e a sua obra "Nunca Outros Olhos seus Olhos Viram" é a proposta apresentada hoje por Fernanda Silva.



Açoriano nascido na ilha Terceira em outubro de 1958, mas a morar no Porto desde 1987, Ivo Machado começou por apostar na poesia, conseguindo as oportunidades iniciais de publicação em suplementos literários locais na parte final dos anos 70. Mas ganhou evidência logo em 1981 porque "Alguns Anos de Pastor" teve direito à atenção de Fernando Lopes-Graça que apostou em "Sete Breves Canções do Mar dos Açores" e musicou sete poemas do livro de Machado sob a fisionomia de canto lírico. "Três Variações de Um Sonho" (1995) foi o sucessor e o autor tentou depois uma incursão pelo mundo das artes dramáticas com a peça "O Homem que Nunca Existiu" (1997), encenada em palcos da capital. A obra de Ivo Machado voltou a beneficiar das luzes da ribalta em 1998: "Cinco Cantos com Lorca e Outros Poemas" foi apresentado em Granada, no dia em que Lorca completaria 100 anos. Deste ano é também "Nunca Outros Olhos seus Olhos Viram", de que aqui é apresentado um excerto por Fernanda Silva.

"Adágios de Benquerença" (2001), "Os Limos do Verbo" (2005), "Verbo Possível" (2006), "Poemas Fora de Casa" (2007), "Quilómetro Zero" (2008), "Tamujal" (2009), "Animal de Regressos" (2011), o livro infantil "A Menina que Queria ser Bailarina" (2012), "O Monólogo do Merceeiro" (2015), "A Cidade Desgovernada" (2016), "Oratória" e "Uma Vírgula Depois", ambos de 2019, são os livros seguintes. Ivo Machado tem obra traduzida em diversas línguas e, pelo menos até ao momento em que a pandemia modificou de forma radical a vida de todo o mundo, apostava na leitura do seu trabalho poético quer na Europa, quer na América Latina.


Baile del Sol


Açoriano de nascimento, Ivo Machado mora na cidade do Porto desde 1987.

Fernanda Silva tem participação regular aqui no blog. Tudo começou com "O Universo num Grão de Areia", de Mia Couto, a 28 de abril, seguindo-se "A Vida Sonhada das Boas Esposas", de Possidónio Cachapa (11 de maio), "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", de Manuel Jorge Marmelo (8 de junho), "Bom Dia, Camaradas", de Ondjaki (27 de junho), "Quem me Dera Ser Onda", de Manuel Rui (5 de julho), e "O Sol e o Menino dos Pés Frios" (16 de julho), de Matilde Rosa Araújo. No dia 8 de outubro voltou com "O Tecido de Outono", de António Alçada Baptista e, a 27, leu "Histórias que me Contaste Tu", de Manuel António Pina, seguindo-se "Imagias", de Ana Luísa Amaral, a 12 de novembro, e "Os Memoráveis", de Lídia Jorge, apresentado no passado dia 16. A 23 de novembro, Fernanda Silva leu um trecho do livro "Do Grande e do Pequeno Amor", de Inês Pedrosa e Jorge Colombo. A 5 de dezembro apresentou "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen e a 28 do mesmo mês fez a última leitura de 2020: "Na Passagem de um Ano", de José Carlos Ary dos Santos. A 10 de janeiro apresentou a sua primeira leitura de 2021 com "Cicatrizes de Mulher", de Sofia Branco, no dia 31 desse mês leu um trecho de "Mar me Quer", escrito por Mia Couto, e a 14 de fevereiro apresentou "Rodopio", de Mário Zambujal. A 28 de fevereiro foi a vez de ler um trecho do livro "A Instalação do Medo", de Rui Zink. No passado dia 8 de março, foi possível "ouvê-la" no Especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher, lendo um excerto da história "As Facas de Nima", escrito por Sofia Branco e parte do livro "52 Histórias". A 13 de março apresentou "Abraço", de José Luís Peixoto. No dia 24, foi a vez de ler "Cadernos de Lanzarote", de José Saramago. A 27, a sua leitura de um excerto da obra "O Marinheiro", de Fernando Pessoa, integrou o Especial dedicado ao Dia Mundial do Teatro. A 28 de março leu um pouco do livro "Uma Viagem no Verde", de José Jorge Letria. Voltou a 10 de abril com a leitura de um trecho do livro "As Mulheres e a Guerra Colonial", de Sofia Branco. E, no feriado da Revolução dos Cravos, leu um pouco da obra "A Revolução das Letras", de Vergílio Alberto Vieira. No dia 29 de abril trouxe-nos de volta o trabalho literário de José Carlos Ary dos Santos e leu o poema "Mulher de Maio". A 14 de maio trouxe "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe. No dia 23 deixou um pouco do livro "Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo", de Teolinda Gersão.

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