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  • Paulo Jorge Pereira

Agostinho Costa Sousa lê "No Entres Docilmente en Esa Noche Quieta", de Ricardo Menéndez Salmón

Numa nova tradução livre e direta, Agostinho Costa Sousa apresenta hoje um excerto da obra "No Entres Docilmente en Esa Noche Quieta", do espanhol Ricardo Menéndez Salmón.



Não faltam referências de comparação para aquilo que se encontra em "No Entres Docilmente en Esa Noche Quieta", do espanhol Ricardo Menéndez Salmón. Há quem remeta para "Património", de Philip Roth; ou para "Uma História de Amor e Obscuridade", de Amos Oz; ou ainda para Peter Handke e o seu "A Desgraça Indiferente". Em todos estes casos, é com questões familiares, com o pai ou com a mãe, que se está a lidar.

Natural de Gijón, onde nasceu em 1971, Ricardo Menéndez Salmón é licenciado em Filosofia pela Universidade de Oviedo e tornou-se colunista em diferentes jornais. Do romance à poesia, passando por textos dramáticos e ensaios, a sua obra é diversificada e inclui os seguintes romances: "La Filosofía en Invierno" (1999); "Panóptico" (2001); "Los Arrebatados" (2003); "La Noche Feroz" (2006); "La Ofensa" (2007); "Derrumbe" (2008); "El Corrector" (2009); "La Luz es Más Antigua que el Amor" (2010); "Medusa" (2012); "Niños en el Tiempo" (2014) e "El Sistema" (2016).

Para lá dos inúmeros galardões que tem recebido, a sua obra tem tradução em diferentes idiomas, incluindo o português. O autor teve oportunidade de ser escritor residente na Bogliasco Foundation e acabou por ser distinguido com o Prémio de Excelência Artística do Governo de Baviera na Internationales Künstlerhaus Villa Concordia de Bamberg.


Seix Barral


A obra do autor espanhol está traduzida em pelo menos sete idiomas, entre os quais o português.

Agostinho Costa Sousa reside em Espinho e socorre-se da frase de Antón Tchekhov: "A medicina é a minha mulher legítima, a literatura é ilegítima" para se apresentar. "A Arquitetura é a minha mulher legítima, a Leitura é uma das ilegítimas", refere. Estreou-se a ler por aqui a 9 de maio com "A Neve Caindo sobre os Cedros", de David Guterson, seguindo-se "As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, a 16 do mesmo mês, mas também leituras de obras de Manuel de Lima e Alexandra Lucas Coelho a 31 de maio. "Histórias para Uma Noite de Calmaria", de Tonino Guerra, foi a sua escolha no dia 4 de junho. No passado dia 25 de julho, a sua escolha recaiu em "Veneno e Sombra e Adeus", de Javier Marías, seguindo-se "Zadig ou o Destino", de Voltaire, a 28. O regresso processou-se a 6 de setembro, com "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai. Seguiram-se "Histórias de Cronópios e de Famas", de Julio Cortázar, no dia 8; "As Palavras Andantes", de Eduardo Galeano, a 11; "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar, a 14; e "Um Amor", de Sara Mesa, no dia 16. A 19 de setembro, a leitura escolhida foi "Ajudar a Estender Pontes", de Julio Cortázar. A 17 de outubro, a proposta centrou-se na poesia de José Carlos Barros com três poemas do livro "Penélope Escreve a Ulisses". Três dias mais tarde leu três poemas inseridos na obra "A Axila de Egon Schiele", de André Tecedeiro. A 29 de novembro apresentou "Inquérito à Arquitetura Popular Angolana", de José Tolentino de Mendonça. De dia 1 do mês seguinte é a leitura de "Trieste", escrito pela croata Dasa Drndic e, no dia 3, a proposta foi um trecho do livro "Civilizações", escrito por Laurent Binet. No dia 5, Agostinho Costa Sousa dedicou atenção a "Viagens", de Olga Tokarczuk. A 7, a obra "Húmus", de Raul Brandão, foi a proposta apresentada. Dois dias mais tarde, a leitura foi dedicada a um trecho do livro "Duas Solidões - O Romance na América Latina", com Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Seguiu-se "O Filho", de Eduardo Galeano, no dia 20. A 23, Agostinho Costa Sousa trouxe "O Vício dos Livros", de Afonso Cruz. Voltou um mês mais tarde com "Esta Gente/Essa Gente", poema de Ana Hatherly. No dia 26 de janeiro, apresentou "Escrever", de Stephen King. Quatro dias mais tarde foi a vez de Maria Gabriela Llansol com "O Azul Imperfeito". "Poemas e Fragmentos", de Safo, e "O Poema Pouco Original do Medo", de Alexandre O'Neill, foram outras recentes participações. Seguiram-se "Se Isto É Um Homem", de Primo Levi, e "Se Isto É Uma Mulher", de Sarah Helm. No dia 18 de março, a leitura proposta foi de um excerto de "Augustus", de John Williams. A 24, Agostinho Costa Sousa leu "Silêncio na Era do Ruído", de Erling Kagge; a 13 de abril, foi a vez do poema "Guernica", de Rui Caeiro e, no dia 20, apresentou um pouco de "Great Jones Street", de Don DeLillo. No Especial dedicado ao 25 de Abril, a sua escolha foi para "O Sangue a Ranger nas Curvas Apertadas do Coração", escrito por Rui Caeiro, seguindo-se "Ararat", de Louise Glück, no Dia da Mãe e do Trabalhador, a 1 de maio. "Ver: Amor", de David Grossman, foi a proposta de dia 17. No dia 23, a leitura proposta trouxe Elias Canetti com um pouco da obra "O Archote no Ouvido". A 31 de maio surgiu com "A Borboleta", de Tonino Guerra. A 5 de junho trouxe um excerto do livro "Primeiro Amor, Últimos Ritos", de Ian McEwan. A 17, a escolha recaiu sobre "Hamnet", de Maggie O'Farrell. A 10 de julho, o trecho selecionado saiu da obra "Ofuscante - A Asa Esquerda", do romeno Mircea Cartarescu. No dia 19 de julho apresentou "Uma Caneca de Tinta Irlandesa", de Flann O'Brien. A 31 de julho leu um trecho da obra "Por Cuenta Propia - Leer y Escribir", de Rafael Chirbes.

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