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  • Paulo Jorge Pereira

Armando Liguori Junior lê "Filho da PIDE", de Paulo Jorge Pereira

Chama-se "Filho da PIDE" o meu terceiro livro que assume a forma de romance e é apresentado pelo meu Amigo e jornalista Germano Almeida ao final da tarde de hoje (18h00) no belo The Editory Hotel do Porto. Lembro que, a 9 de novembro, foi lançado no magnífico espaço da Boutique da Cultura, numa sessão que contou com as participações de Irene Flunser Pimentel, Luís Farinha e A Garota Não. E aqui volta a leitura feita, então, por Armando Liguori Junior, um Amigo cuja voz cruza o Atlântico para aqui estar.



Em janeiro de 1974, uma criança vai viver para Paris com um tio. Quase 50 anos mais tarde, é precisamente o tio quem lhe diz que os pais estão vivos e a mãe, doente com cancro, foi agente da PIDE. O que se segue é uma viagem a um passado tenebroso, marcado pela violência e pela crueldade da ditadura, mas também por ameaças e traços de ódio bem vivos no presente.

O livro, um exercício de memória fundamental sobre tempos que alguns procuram branquear, começou a ser escrito há seis anos. A ação decorre entre 1967 e 2017 e conduziu-me a um processo de pesquisa em várias frentes: da Torre do Tombo ao Museu do Aljube (sobretudo com recurso a um projeto intitulado Vidas Prisionáveis, onde mulheres e homens, presos e vítimas de tortura por parte da PIDE, relatam a galeria de horrores a que foram submetidos), passando pelo Gabinete de Estudos Olissiponenses, a Cinemateca, o Arquivo do Patriarcado, a Hemeroteca e vários livros dedicados à ditadura e à PIDE, em especial os de Irene Flunser Pimentel.

Tratando-se de uma obra de ficção, na qual as personagens, tal como ali surgem, não tiveram existência real, são diversos os momentos em que a realidade supera a ficção. As histórias cruzam-se em percursos que vão ter momentos de amor e ódio, esperança e saudade, solidão e fraternidade. Até se chegar a um final inesperado e que comporta diferentes surpresas.

Na apresentação de 9 de novembro, além de Irene Flunser Pimentel, Prémio Pessoa em 2007, investigadora que muito tem estudado e escrito sobre a PIDE e a ditadura, mas também acerca do Holocausto, esteve Luís Farinha, ex-diretor do Museu do Aljube e também ele historiador e professor doutorado em História Política e Institucional do Século XX.

E a sessão não fechou sem a participação da maravilhosa Garota Não, cujo talento invulgar tem aquecido os corações a públicos variados pelo país fora e tem sido distinguido com prémios e casas cheias.

Hoje (18h00), no Porto, o Germano Almeida dá-me a honra de falar sobre o livro e apresentá-lo. Venham ter connosco.


Oro/Caleidoscópio


"Filho da PIDE" é um exercício de memória que nos relembra da crueldade a que tantos foram submetidos ao longo de 48 anos de ditadura.

Armando Liguori Junior, ator e jornalista de formação, publicou, há pouco tempo, "Eu Poderia Esstar Matando", mas tem outros livros publicados: três de poemas ("A Poesia Está em Tudo" – Editora Patuá 2020; "Territórios" – Editora Scortecci 2009; o recente "Ser Leve Leva Tempo", que já aqui apresentou; e um de dramaturgia: "Textos Curtos para Teatro e Cinema (2017) – Giostri Editora). Atualmente mantém um canal no YouTube (Armando Liguori), dedicado a leituras literárias, especialmente de poesia. Estreou-se nas leituras aqui para o blog com "Se te Queres Matar Porque Não te Queres Matar?", de Álvaro de Campos, a 15 de julho de 2020, seguindo-se "Continuidades", de Walt Whitman, a 7 de agosto e "Matteo Perdeu o Emprego", de Gonçalo M. Tavares, a 11 de setembro, várias leituras do meu "Murro no Estômago" (a 16 de outubro de 2020 e a 5 de setembro de 2021). Em 2021, a 12 de fevereiro, apresentou "Pelo Retrovisor", de Mário Baggio, seguindo-se "A Gaivota", de Anton Tchekhov, a 27 de março, Dia Mundial do Teatro; "A Máquina de Fazer Espanhóis", de Valter Hugo Mãe, a 5 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa; e, a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com leituras de "Cheira Bem, Cheira a Lisboa", de César de Oliveira, e um trecho de "Viagem", de Miguel Torga. A 26 de outubro surgiu "O Medo", de Carlos Drummond de Andrade, e Niels Hav com "Em Defesa dos Poetas" foi o passo seguinte, a 28. Antes de hoje, Armando Liguori Junior apresentara "Algo Está em Movimento", de Affonso Romano de Sant'Anna, a 30 de outubro de 2021. A 2 de março de 2022 leu "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", de Jorge Amado, e no dia 6 apresentou "A Máquina", de Adriana Falcão. "As Coisas", de Arnaldo Antunes, foi a proposta de 13 de março.

A 5 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa, leu "Ser Leve Leva Tempo". A 13, Armando Liguori Junior deixou outro exemplo de talento ao ler "Pássaro Triste", do seu livro "Toda Saída É de Emergência". No dia 19, Cecília Meireles e o poema "Escolha o seu Sonho" foram as propostas. Seguiu-se um excerto de "Macunaíma", de Mário de Andrade, a 27 de maio. De 3 de junho é a proposta de leitura de "Sapatos", de Rubem Fonseca. A 4 de novembro leu "Samadhi", de Leila Guenther. De dia 24 é "Carta a Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya", de Jorge de Sena. "O Gato e o Pássaro", de Jacques Prévert", foi a leitura de 29 de novembro.

A 13 de janeiro trouxe um poema de Cristina Peri Rossi. A 5 de maio, no Especial sobre o Dia Mundial da Língua Portuguesa, aqui voltou o seu "Ser Leve Leva Tempo". A 18 de maio voltou "O Medo", de Carlos Drummond de Andrade. No dia 5 de junho apresentou "O Poeta Fernando", inserido no seu novo livro intitulado "Eu Poderia Estar Matando". A 15 de junho regressou "Algo Está em Movimento", de Affonso Romano de Sant'Anna. A 19 de junho leu "O Último Poema do Último Príncipe", de Matilde Campilho. A 28 de agosto voltou "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", de Jorge Amado. De 9 de novembro é a leitura do meu terceiro livro, "Filho da PIDE". "Diluição", de Joana M. Lopes, foi lido a 29 de novembro. Voltou a 5 de dezembro com "Escolha o seu Sonho", de Cecília Meireles. A 28 de dezembro leu "Os Invisíveis", de José Henrique Calazans. "Samadhi", de Leila Guenther, voltou a 19 de janeiro. De 29 de janeiro é o poema "Ama os teus Sonhos", de Alice Vieira. A 9 de fevereiro leu "Coisas Que Não Há Que Há", de Manuel António Pina.

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