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  • Paulo Jorge Pereira

Fernanda Silva lê "Estarei Ainda Muito Perto da Luz?", de Manuel António Pina

Fernanda Silva apresenta mais uma proposta com leitura de poesia, agora com autoria de Manuel António Pina: o poema "Estarei Ainda Muito Perto da Luz?", inserido na obra "Nenhum Sítio", de 1984.



Foi a poesia que tornou Manuel António Pina mais conhecido de uma parte dos leitores, mas a sua obra que começou por conquistar mais seguidores é a literatura infantil, como é o caso de "O Têpluquê e Outras Histórias" (1976), de que aqui se apresenta um excerto, ou das "Histórias com Pés e Cabeça" (que foram a base de uma série infantil para TV no final dos anos 70), ensaios, novelas ou textos para teatro.

Nascido a 18 de novembro de 1943, no Sabugal, filho de um funcionário das Finanças, mudava de localidade de dois em dois anos, algo que o foi impedindo de fazer amigos com facilidade. Iria licenciar-se em Direito na Universidade de Coimbra - "fiz o curso todo sem assistir a uma aula de Direito, ia assistir às aulas de Literatura, do Paulo Quintela", confessou, em entrevista concedida a Anabela Mota Ribeiro -, exercendo advocacia antes de entrar na área da publicidade. No entanto, a atração pela comunicação conduziu-o mesmo ao jornalismo, tornando-se editor do Jornal de Notícias, além de participações na rádio e na televisão.

O seu trabalho literário deixou marcas nos corações de quem lê pela sensibilidade revelada na linguagem, mas também pelo modo como sempre fez parecer fácil a arte de jogar com as palavras e o ofício da escrita. Distribuídos por diferentes géneros publicou livros como "O País das Pessoas de Penas para o Ar" (1973), "Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas um Pouco Tarde" (1974), "O Têpluquê" (1976), "Gigões e Anantes" (1978), "O Pássaro da Cabeça" (1983), "Nenhum Sítio" (1984) - no qual está inserido o poema hoje aqui lido por Fernanda Silva -, "História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas" (também em 1984), "A Guerra do Tabuleiro de Xadrez" (1985), "Os Dois Ladrões" (1986), "Os Piratas" (também de 1986), "O Inventão" (1987), "O Caminho de Casa" (1988), "Um Sítio Onde Pousar a Cabeça" (1991), "Algo Parecido com Isto da Mesma Substância" (1992), "Farewell Happy Fields" (1993), "O Tesouro" (também em 1993), "Cuidados Intensivos" (1994), "O Anacronista" (ainda em 1994), "O Meu Rio é de Ouro" (1995), "Uma Viagem Fantástica" (1996), "O Escuro" (1997), "Anikki Bóbó" (também em 1997), "Aquilo que os Olhos Veem ou O Adamastor" (1998), "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança" (1999), "Morket" (ainda em 1999), "Le Noir" (2000), "Os Livros" (2003), "Pequeno Livro de Desmatemática" (2001), "A Noite" (também de 2001 e levado à cena pela Companhia de Teatro Pé de Vento), "Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães" (2002), "A Caneta Preta" (2007), "História do Sábio Fechado na sua Biblioteca" (2009) e, ainda em 2009, "O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e outros Contos de Natal".

Fernanda Silva foi a primeira a abordar um trabalho de Manuel António Pina por aqui: leu, a 27 de outubro 2020, um pouco de "Histórias que me Contaste Tu". Mais tarde, a 8 de abril de 2021, surgiu a minha leitura do poema "4 de julho de 1965". E voltei noutras ocasiões à criação literária do jornalista e escritor. "O Têpluquê e Outras Histórias" esteve aqui a 12 de abril desse ano, regressou em junho e já voltou no Dia Internacional do Livro Infantil.

Em 2011 foi agraciado com o Prémio Camões, o qual se juntou a galardões como o Prémio Literário da Casa da Imprensa (1978), por "Aquele Que Quer Morrer"; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua por "O Inventão" (1988, ano em que também foi distinguido com o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude pelo conjunto da obra); o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em função das suas crónicas (1993); o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários por "Atropelamento e Fuga" (2001); o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos por "Os Livros" (2005).

Morreu a 19 de outubro de 2012, vítima de cancro, no Hospital de Santo António (Porto). A título póstumo seria editado "Todas as Palavras", no qual se reúne toda a poesia do autor.


Porto Editora


Manuel António Pina foi distinguido com o Prémio Pessoa em 2011.

Fernanda Silva tem participação regular aqui no blog. Tudo começou com "O Universo num Grão de Areia", de Mia Couto, a 28 de abril de 2020, seguindo-se "A Vida Sonhada das Boas Esposas", de Possidónio Cachapa (11 de maio), "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", de Manuel Jorge Marmelo (8 de junho), "Bom Dia, Camaradas", de Ondjaki (27 de junho), "Quem me Dera Ser Onda", de Manuel Rui (5 de julho), e "O Sol e o Menino dos Pés Frios" (16 de julho), de Matilde Rosa Araújo. No dia 8 de outubro voltou com "O Tecido de Outono", de António Alçada Baptista e, a 27, leu "Histórias que me Contaste Tu", de Manuel António Pina, seguindo-se "Imagias", de Ana Luísa Amaral, a 12 de novembro, e "Os Memoráveis", de Lídia Jorge, apresentado no dia 16. A 23 de novembro, Fernanda Silva leu um trecho do livro "Do Grande e do Pequeno Amor", de Inês Pedrosa e Jorge Colombo. A 5 de dezembro apresentou "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen e a 28 do mesmo mês fez a última leitura de 2020: "Na Passagem de um Ano", de José Carlos Ary dos Santos. A 10 de janeiro apresentou a sua primeira leitura de 2021 com "Cicatrizes de Mulher", de Sofia Branco, no dia 31 desse mês leu um trecho de "Mar me Quer", escrito por Mia Couto, e a 14 de fevereiro apresentou "Rodopio", de Mário Zambujal. A 28 de fevereiro foi a vez de ler um trecho do livro "A Instalação do Medo", de Rui Zink. A 8 de março, foi possível "ouvê-la" no Especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher, lendo um excerto da história "As Facas de Nima", escrito por Sofia Branco e parte do livro "52 Histórias". A 13 de março apresentou "Abraço", de José Luís Peixoto. No dia 24, foi a vez de ler "Cadernos de Lanzarote", de José Saramago. A 27, a sua leitura de um excerto da obra "O Marinheiro", de Fernando Pessoa, integrou o Especial dedicado ao Dia Mundial do Teatro. A 28 de março leu um pouco do livro "Uma Viagem no Verde", de José Jorge Letria. Voltou a 10 de abril com a leitura de um trecho do livro "As Mulheres e a Guerra Colonial", de Sofia Branco, que hoje aqui já se recuperou. E, no feriado da Revolução dos Cravos, leu um pouco da obra "A Revolução das Letras", de Vergílio Alberto Vieira. No dia 29 de abril trouxe-nos de volta o trabalho literário de José Carlos Ary dos Santos e leu o poema "Mulher de Maio". A 14 de maio trouxe "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe, que hoje aqui regressa. No dia 23 deixou um pouco do livro "Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo", de Teolinda Gersão. A 28 de maio apresentou "Nunca Outros Olhos seus Olhos Viram", de Ivo Machado. "Crónica de uma Travessia", de Luís Cardoso, foi o excerto apresentado a 3 de junho. "100 Histórias do meu Crescer", escrito por Alexandre Honrado, foi a escolha do dia 15. A 20 de junho, a proposta recaiu sobre uma parceria entre Manuel Jorge Marmelo e Ana Paula Tavares para o livro "Os Olhos do Homem que Chorava no Rio". "Mulheres da Minha Alma", de Isabel Allende, a 15 de outubro, foi outra das leituras de Fernanda Silva aqui no blog. A 12 de novembro, leu um pouco da obra "Lôá Perdida no Paraíso", de Dulce Maria Cardoso. De 10 de dezembro é "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner, que já aqui regressou. Mia Couto e "O Caçador de Elefantes Invisíveis" surgiram a 7 de fevereiro de 2022 e voltam hoje. A 12 de março, a escolha de leitura de Fernanda Silva recaiu em "Breve História do Afeganistão de A a Z", de Ricardo Alexandre. No dia 31 registou-se o regresso da obra "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner Andresen.

A 3 de maio, a proposta de Fernanda Silva recaiu sobre "Afastar-se", de Luísa Costa Gomes. No dia 22, Manuel Jorge Marmelo e "A Última Curva do Caminho" foram objeto da sua atenção. A 22 de junho, "O Filho de Mil Homens", de Valter Hugo Mãe, foi a proposta. A 6 de agosto aqui se recuperou a sua leitura de "Imagias", de Ana Luísa Amaral, que hoje regressa. No dia 20 foi o momento de reviver a proposta de "Uma Mentira Mil Vezes Repetida", de Manuel Jorge Marmelo. E a 26 voltou "Breve História do Afeganistão de A a Z", de Ricardo Alexandre, assinalando a sua sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto e que, mais tarde, aqui voltou no Dia Mundial da Rádio.A 31 de agosto regressou a sua leitura do trabalho literário de Ana Luísa Amaral. De 8 de setembro é a leitura de um excerto de "Lôá Perdida no Paraíso", de Dulce Maria Cardoso. "Cadernos de Lanzarote", de José Saramago, ressurgiu no dia 30. A 4 de outubro voltou Teolinda Gersão e a leitura de um trecho da obra "Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo". No dia 12, o regresso coube a uma obra de Lídia Jorge intitulada "Os Memoráveis". A 26 voltou "Afastar-se", de Luísa Costa Gomes. "O Sol e o Menino dos Pés Frios", de Matilde Rosa Araújo, regressou a 17 de novembro. De 4 de dezembro é a releitura de um pouco da obra "A Instalação do Medo", de Rui Zink.

No dia 15 recuperei "Os Olhos do Homem que Chorava no Rio", colaboração entre Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Marmelo. No dia 21 apresentou "O Suave Milagre", de Eça de Queiroz, inserido no livro "As Mais Belas Histórias de Natal". "100 Histórias do meu Crescer", de Alexandre Honrado, voltou no dia de Natal. A 18 de janeiro voltou a sua leitura da obra "As Mulheres e a Guerra Colonial", de Sofia Branco.

"O Caçador de Elefantes Invisíveis", de Mia Couto, foi a proposta que regressou a 29 de janeiro."O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queiroz, foi a proposta de 6 de fevereiro. Uma semana mais tarde, no Dia Mundial da Rádio, voltou "Breve História do Afeganistão de A a Z", de Ricardo Alexandre. A 24 de fevereiro trouxe "Pensageiro Frequente", de Mia Couto. No dia 7 de março voltou "Os Olhos do Homem que Chorava no Rio", de Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Marmelo. "Ventos do Apocalipse ", de Paulina Chiziane, foi a sua proposta a 13 de março. A 21 desse mês, Dia Mundial da Poesia, leu "Uma Viagem no Verde", de José Jorge Letria.

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